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Renato Roseno lamenta morte do delegado Aldízio Ferreira Santiago

Por ALECE
16/11/2016 14:21 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Renato Roseno (Psol) Dep. Renato Roseno (Psol) - Foto: Máximo Moura

O deputado Renato Roseno (Psol) lamentou, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (16/11), a morte do delegado plantonista da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), Aldízio Ferreira Santiago. Ele foi assassinado no final da manhã desta terça-feira (15/11), após reagir a um assalto. Essa é a 30ª morte de agentes de segurança pública do Ceará neste ano.

“Envio minha solidariedade e condolências aos familiares de todos esses trabalhadores. O número é o dobro do ano passado, e desses, quatro morreram em serviço”, disse o parlamentar. Ele complementou: “No Brasil, só em 2015, foram 56 mil homicídios. Já o Ceará é o segundo estado do Brasil com mais casos, e Fortaleza, a pior capital. Estamos todos vulneráveis”.

Para Renato Roseno, é necessária maior atenção com os trabalhadores da segurança pública, pois, segundo ele, a polícia do Brasil é que mais mata e morre. O parlamentar defendeu melhor preparação desses profissionais, seja na formação, no ambiente de trabalho ou nas condições psicológicas.

Renato Roseno ainda chamou a atenção para o aumento da taxa de homicídios em algumas áreas de Fortaleza, como o bairro Bom Jardim. “Alerto aqui para a necessidade da alteração de estratégia e capacitação da nossa polícia. A sociedade toda morre um pouco quando a violência se naturaliza nessa dimensão”, avaliou.

O deputado informou que está sendo fechado o documento final do Comitê de Prevenção de Homicídios na Adolescência – iniciativa da Assembleia Legislativa, em parceria com o Governo do Estado e com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O texto contém recomendações de medidas para diminuir o índice de homicídios entre jovens.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) salientou que, no Brasil, em um ano, mata-se mais do que em dez anos no Vietnã. “Impressiono-me com o Rio de Janeiro, que, em 1980, tinha uma das maiores taxas de homicídios do País e, com ações como a presença de Unidades de Polícias Pacificadoras (UPPs), projetos sociais e escolas em tempo integral, conseguiu reduzir consideravelmente a violência no Estado”, afirmou. O parlamentar lembrou ainda que “o Ceará foi o quarto estado que mais reduziu homicídios no último ano”.

LA/GS

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