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Roberto Mesquita aponta concorrência desleal no mercado de água de coco

Por ALECE
20/06/2018 15:21 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Roberto Mesquita Deputado Roberto Mesquita - Foto: Paulo Rocha

O deputado Roberto Mesquita (PSD) manifestou, nesta quarta-feira (20/06), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, apoio a produtores de água de coco no Nordeste brasileiro, em especial no Ceará. “Está havendo uma concorrência desleal, uma concorrência anormal, imprópria, que está afetando o setor no Nordeste do Brasil”, denunciou.

Segundo ele, países asiáticos vêm exportando água de coco com substâncias para o Brasil, e as empresas do ramo vêm comercializando-a como água de coco natural e causando um grande prejuízo aos produtores locais.

“Aqui no Brasil, algumas empresas pegam um quilo dessa pasta, adicionam 12 litros de água, controlam o doce com adoçante e vendem como água de coco. Isso faz com que nosso produtor sofra um ataque desleal”, explicou.

Roberto Mesquita disse que o valor que as indústrias querem pagar pelo coco verde aos produtores cearenses é “vil”. Segundo ele, a indústria quer pagar 0,25 centavos por unidade. “Isso não paga a energia, a água da irrigação, pois o coco verde é irrigado. Uma irrigação que consome 220 litros de água por dia. E, de forma desleal, é obrigado a concorrer com um mingau”, reforçou.

O deputado informou que vai apresentar projeto de lei obrigando a constar nas embalagens informações, de forma clara, precisa e legível, de que o produto é natural, sem adição de substâncias. "O consumidor tem que saber o que está consumindo”, argumentou.
LS/PN

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