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Roberto Mesquita avalia interferências na eleição da Mesa Diretora

Por ALECE
06/12/2016 16:03 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Roberto Mesquita (PSD) Dep. Roberto Mesquita (PSD) - Foto: Máximo Moura

O deputado Roberto Mesquita (PSD) criticou, durante o segundo expediente da sessão plenária desta terça-feira (06/12), a possível interferência do Governo do Estado na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. De acordo com ele, notícias dão conta de que “cargos foram oferecidos” para que a chapa do atual presidente, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), fosse vencedora.

“O que se fala nesta Casa é do esforço de Camilo Santana para derrotar Sérgio Aguiar (PDT) nas eleições. Uma disputa desigual, que a força do Governo ‘tratorou’”, disse.

Roberto Mesquita afirmou que decisões não republicanas foram tomadas para conduzir o resultado das eleições. Ele lembrou ainda o caso do deputado Osmar Baquit (PSD), que chegou a afirmar, na tribuna, que deveria ser estimulada uma alternativa para a condução do Parlamento. “No entanto, mudou de posição de última hora, e agora voltou para o cargo de secretário de Estado”, lamentou.

Na avaliação de Roberto Mesquita, esse momento deve ser passado a limpo. O parlamentar informou que, na reta final do período legislativo, o Governo está enviando uma série de mensagens polêmicas, “que serão votadas em regime de urgência e aprovadas sem discussão pela base aliada”. “Esse momento será analisado, e o povo cearense, que não é bobo, que faça seu julgamento”, comentou.

Os deputados Joaquim Noronha (PRP) e Odilon Aguiar (PMB), em aparte, também repudiaram a mudança de voto de vários parlamentares no pleito para a Mesa Diretora da AL.

De acordo com Joaquim Noronha, se os deputados que mudaram de posição não combinaram previamente com seus respectivos partidos, deveriam ter mantido sua palavra ou não ter entrado em acordo com o outro lado.

Odilon Aguiar também lamentou a “falta de palavra” dos parlamentares. Segundo ele, muitos dos que votaram a favor da chapa vencedora “viviam se lamentando da falta de institucionalidade da Casa”. “Houve truculência e arbitrariedade nessa eleição, assim como a falta de coragem e palavra de muitos companheiros”, reclamou.

PE/GS

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