Oradores

Roberto Mesquita condena violência nas manifestações

Por ALECE
16/08/2013 15:38 | Atualizado há 9 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Roberto Mesquita ( PV ) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Roberto Mesquita (PV) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (16/08), as ações de pessoas que depredaram patrimônios nas manifestações que ocorreram ontem (15/08) a favor da preservação do Parque do Cocó. De acordo com o parlamentar, os principais jornais de Fortaleza “estampam manchetes que envergonham a maioria das pessoas”. “Temos que discutir se isso é proteção ao Parque do Cocó, porque esses atos de vandalismo devem ser afastados da causa ambiental”, afirmou.

O deputado assinalou que todos querem preservar o Cocó. “Fomos omissos com o Parque, dormimos quando deixamos construir as lojas e prédios dentro”, declarou. Mas, para Roberto Mesquita, o projeto do viaduto vem de várias gestões e precisa ser discutido. “A democracia foi conquistada a duras penas e não pode ser agora travestida de vandalismo”, disse. “Faço um apelo para que impere o bom senso e que o estrelismo e as vaidades sejam colocados de lado, porque temos uma cidade com 2,5 milhões de habitantes sufocados pelos engarrafamentos”, completou.  

Em aparte, o deputado Augustinho Moreira (PV) disse que infelizmente a democracia está sendo deturpada pela ação de pessoas que querem o confronto com a polícia. Ele afirmou que a ordem de liberação da obra cita a importância do viaduto para a mobilidade da cidade. O deputado Júlio César Filho (PTN) afirmou que, na desocupação, a força utilizada pela polícia foi proporcional à ação dos manifestantes. “O que vemos são agências de bancos e carros depredados e comércio saqueado e não podemos aceitar”, afirmou. Ele citou um artigo do jurista Valmir Pontes Filho, publicado no Jornal O Povo, que afirma que o terreno do Parque do Cocó é da Marinha, mas o Rio Cocó começa e termina no Ceará, sem fazer divisas com qualquer outro Estado. Assim, o rio seria estadual e não federal, e a União, juridicamente, nada teria a ver com ele.

O deputado Heitor Férrer (PDT) também pediu aparte para dizer que o prefeito Roberto Cláudio está tentando cumprir promessas de campanha com a construção do viaduto e que cabe aos manifestantes aceitarem a decisão judicial. “Nós não entendemos que quem defende a democracia se contraponha a isso. Qual a culpa de uma loja ou um banco na atuação do prefeito?”, questionou. A deputada Dra. Silvana (PMDB) entende que deveria haver uma lei que impedisse os manifestantes de usar máscaras.

A deputada Eliane Novais (PSB) lembrou que não se pode generalizar sobre os manifestantes, em relação aos atos de violência que ocorreram. Ela afirmou que esteve com os manifestantes e que esse é um movimento apartidário que reúne engenheiros, arquitetos, ambientalistas e pessoas de bem, que querem discutir a mobilidade urbana. “O foco dessas pessoas é a legalização do Parque do Cocó”, afirmou.  

O deputado Fernando Hugo (PSDB) afirmou que está marcado um encontro na OAB, com a presença de representantes da Prefeitura, Governo do Estado, procuradores e ecoambientalistas. Para o parlamentar, os manifestantes que utilizam pedras para atingir os patrimônios públicos e privados merecem “peia”.

HS/AT

Veja também