Roberto Mesquita defende CPI para investigar denúncias na Polícia do CE
Por ALECE22/05/2013 17:43 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Roberto Mesquita (PV) ressaltou, nesta quarta-feira (22/05), durante o segundo expediente da sessão plenária, a necessidade de se aprofundar o debate sobre a segurança pública no Ceará. Para ele a dicotomia entre os pensamentos do vereador Capitão Wagner e o ex-ministro Ciro Gomes não estão “levando a nada”. “Precisamos entrar nas entranhas do que está ocorrendo no Ceará. Grande parte dos policiais é a favor da criação da CPI porque não querem ter seus nomes manchados. A corporação é composta por homens de bem”, afirmou.
O parlamentar citou o artigo publicado pela jornalista Adísia Sá sobre a troca de acusações entre Capitão Vagner e Ciro Gomes. Na publicação, a jornalista questiona se a fala do vereador seria ou não uma ameaça ao governador, sob a alegação de que Cid Gomes não abre diálogo com a categoria.
Em aparte, o deputado Danniel Oliveira (PMDB) disse que o pronunciamento de Roberto Mesquita condiz com a realidade não apenas do Ceará, mas de todo o Brasil, onde as drogas já atingiram a todos e, consequentemente, a violência. Para o parlamentar é importante que não haja um distanciamento entre as tropas e o governador, para que seja evitada uma nova greve. “Os sindicatos dos policiais deve criar uma nova comissão para que os diálogos sejam mais francos e possam chegar a um denominador comum”, disse.
Já a deputada Eliane Novais (PSB) afirmou que não vai assinar a CPI para não gerar ainda mais tensão a tropa. Segundo ela, o importante agora é que o governador não fique em silêncio para evitar a mesma situação do dia 3 de janeiro do ano passado, quando a polícia entrou em greve. Para ela é preciso que seja formada uma comissão envolvendo a Assembleia, a Igreja, a sociedade e o Governo, para tentar encontrar uma saída para os impasses na segurança pública. “Senta na cadeira senhor governador, assuma o papel de governante”, declarou.
HS/LF
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