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Roberto Mesquita destaca editorial do jornal Diário do Nordeste

Por ALECE
10/04/2013 16:05 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Roberto Mesquita (PV) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Roberto Mesquita (PV) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (10/04), o editorial do Diário do Nordeste de ontem, que aborda as deficiências no combate ao câncer de mama. Segundo ele, todos os parlamentares podem contribuir para mudar a situação que aflige as mulheres.

De acordo com o deputado, estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam mais de 17 mil novos casos da doença no Ceará, no decorrer de 2013. “Desse total, 1.770 devem ser de câncer de mama, um dos tipos de maior incidência, junto com o de próstata e o de colo de útero”, assinalou.

O parlamentar frisou que o Comitê Estadual de Controle do Câncer da Secretaria da Saúde enfrenta dificuldades materiais para controlar a expansão da doença. “Hoje, 2.700 pessoas necessitam de exploração complementar nas mamografias, correspondente a biópsias por imagem. Esse recurso técnico facilitaria a elaboração de diagnósticos confiáveis”, disse.

De acordo com Roberto Mesquita, o câncer de mama vem crescendo no Estado, apesar de todo esforço para divulgar a necessidade dos exames preventivos e complementares, indispensáveis ao público feminino em busca de diagnósticos definitivos sobre a enfermidade. “Em 2008, as estatísticas sobre a incidência do mal apontaram 1.540 novos casos. Em 2010, os números evoluíram para 1.660”, acrescentou.

Segundo o deputado, para os mastologistas, tumores não palpáveis são os mais complicados de identificar, porque a maioria possui menos de um centímetro. As pacientes com nódulos não percebidos manualmente precisam de biópsia obtida por métodos de imagem, com a assistência de especialistas. “Na expressiva maioria dos municípios, esse nível de atendimento médico-ambulatorial inexiste”, disse o parlamentar.

Roberto Mesquita lembrou que a doença é plenamente curável. “Necessita, para tanto, de diagnóstico precoce e de efetivação do tratamento indicado. No Ceará, porém, há agravantes sérios: as condições operacionais dos 42 mamógrafos espalhados pela Capital e municípios interioranos. A quantidade, se bem utilizada, poderia atender a demanda”, afirmou.

Segundo Roberto Mesquita, em Fortaleza, estão instalados 15 mamógrafos, mas dois não funcionam. “A inatividade desses aparelhos, de elevado preço e de manuseio operacional indispensável ao tratamento da moléstia, evidencia a baixa qualidade gerencial na saúde”, disse.

Em aparte, a deputada Fernanda Pessoa (PR) adiantou que fez requerimento para reduzir a idade para os exames de mama, de 40 para 35 anos. “Várias mulheres, a partir de 23 anos, estão registrando a enfermidade”, assinalou.

O deputado José Sarto (PSB) considerou que a saúde pública precisa de um debate radical. “Esse sistema opera deficitariamente. Há mais de uma década o financiamento da saúde está congelado”, pontuou.
JS/AT

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