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Roberto Mesquita diz que processo de impeachment não é golpe

Por ALECE
23/03/2016 14:31 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Roberto Mesquita (PV) Dep. Roberto Mesquita (PV) - Foto: Junior Pio

O deputado Roberto Mesquita (PSD), defendeu, no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (23/03), a continuidade do processo de impeachment (impedimento) da presidente Dilma Rousseff. O parlamentar discordou da versão dada por alguns segmentos de que o País estaria enfrentando um golpe. Para ele, o que está em andamento no país é um processo previsto constitucionalmente para casos de anormalidade e desvios de conduta do presidente da República.

De acordo com o deputado, o Brasil já vivenciou uma situação parecida no início da década de 1990, com a queda de um presidente, e registrou avanços após este momento. “Tivemos uma grata surpresa, porque após a assepsia moral que foi feita no governo Collor, o país teve um progresso econômico”, destacou Roberto Mesquita.

Ainda segundo o parlamentar, “quem quer tratar os brasileiros como tolos, escondendo a verdade, e apontando a existência de um golpe, precisa saber que a nação brasileira é madura e, mesmo com as dificuldades, acredita que o País vai melhorar”.

Roberto Mesquita defendeu a continuidade do processo de impeachment, “respeitando-se o amplo direito de defesa da presidente Dilma e obedecendo-se o rito regimental do processo, para que ao final deste momento, possamos trazer o País de volta a ordem”.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) endossou o pronunciamento de Roberto Mesquita, ressaltando que impeachment não é golpe. “O impeachment é uma arma constitucional acionada para defender os brasileiros de maus governantes”, pontuou.

Também em aparte, o deputado João Jaime (DEM) comentou que o momento é de passar o País a limpo. “O PT é o partido que bolou todo este arranjo de corrupção para se perpetuar no poder, mas as investigações em curso no País demonstram que a corrupção está entranhada em todos os setores de todos os partidos, e é bom que tudo esteja vindo à tona”, assinalou.

RG/CG          

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