Roberto Mesquita quer agilidade da Enel no atendimento de pequenos produtores
Por ALECE14/11/2018 15:48 | Atualizado há 10 meses
Compartilhe esta notícia:
O deputado Roberto Mesquita (Pros) criticou, nesta quarta-feira (14/11), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, o tempo que a Enel Distribuição Ceará, concessionária de energia elétrica do Estado, leva para transformar a rede de energia do sistema nas pequenas propriedades rurais no Estado. Segundo ele, a ação seria um incentivo ao produtor rural, já que a energia monofásica tem um custo no consumo bastante alto.
Para o parlamentar, a concessionária deveria contar com departamento exclusivo para transformar a rede monofásica em trifásica. “Mas se faz todo o procedimento, entra o aparato burocrático extenso, a empresa faz uma análise que demora muito tempo para saber se é permitido. Se pode fazer ou cobrar do pequeno produtor aquele valor da transformação", alerta. Segundo o parlamentar, isso demora mais de um ano.
“O Governo do Estado precisa provocar a empresa distribuidora ou a própria Assembleia Legislativa a criar mecanismos com força de lei para obrigar, num espaço de tempo razoável e reduzido, que a empresa seja obrigada a fazer essa transformação de energia monofásica em trifásica”, defendeu.
O parlamentar afirmou que no Estado, 75% das propriedades são de pequenos produtores, cujos proprietários enfrentam dificuldade para implantar qualquer tipo de irrigação. “Qualquer que seja a atividade, eles precisam transformar a energia monofásica em trifásica para que possam se beneficiar, pagar um preço menor”, disse.
Em aparte, os deputados Dedé Teixeira (PT) e Carlos Matos (PSDB) endossaram o pronunciamento do parlamentar. Segundo Dedé, a transformação da energia “é fundamental para agregar valor à produção agrícola do Estado”. Carlos Matos criticou a descontinuidade de políticas públicas importantes, como o Projeto Caminhos de Israel, que incentivava uma moderna agricultura irrigada a serviço do pequeno produtor cearense. “Precisamos de uma política que tenha começo, meio e fim”, afirmou.
LS/AT
Veja também