Roberto Mesquita rebate ataques ao presidente do Simec
Por ALECE03/09/2013 14:36 | Atualizado há 9 meses
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Durante o primeiro expediente desta terça-feira (03/09), o deputado Roberto Mesquita (PV) defendeu os ataques feitos ao presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec), o médico e ex-vereador José Maria Pontes, que liderou o protesto contra médicos cubanos ocorrido na terça-feira (27), em Fortaleza. O parlamentar lembrou as explicações de José Maria, afirmando que as entidades médicas e sindicais do Estado são a favor de levar profissionais médicos onde a população não é assistida, e que as vaias foram direcionadas aos representantes do Ministério da Saúde.
Segundo ele, a categoria não é contra o Programa, mas a favor da lei e do respeito aos cidadãos. O parlamentar se referia ao fato de os médicos não serem obrigados a passar pela revalidação. Ele criticou a forma de cerceamento de liberdade para os estrangeiros. Conforme assinalou, os médicos não recebem salários, mas bolsa, estão impedidos de trazer a família, e nem casa podem ter aqui, “para não adquirirem o direito de ficarem no Brasil”.
O parlamentar contestou a tese de que a vinda dos profissionais vai resolver os problemas da saúde pública, defendendo a necessidade de também estruturar o Interior, pois, do contrário, os pacientes continuarão sendo transferidos para a Capital, sobrecarregando os hospitais. “O que ele defende é que a interiorização da saúde seja feita não só com profissionais, mas que a saúde seja estruturada”, reiterou. Ele acrescentou que os profissionais não terão direito às leis trabalhistas e nem à legislação tributária do País.
Em relação aos gritos de que os médicos seriam escravos ouvidos reiteradamente durante a manifestação, ele esclareceu que a palavra não foi no sentido pejorativo, e que se referia ao “regime de escravidão diferente do que as leis brasileiras submetem os cidadãos”.
Em aparte, Dra. Silvana (PMDB) parabenizou o discurso e endossou as críticas contra o regime diferenciado a que os médicos estarão subordinados. O deputado Dedé Teixeira (PT) enalteceu a história e a luta de José Maria Pontes, mas saiu na defesa do Programa Federal, destacando a necessidade de “mais médicos para o povo”. Segundo ele, o programa faz parte de uma ação internacional e em 37 países acontecem missões semelhantes. “Vamos ver se esses médicos não vão mudar a situação das pessoas. Nossos médicos não querem ir para o Interior”, disse, argumentando que a falta de exigência da revalidação se deve a “uma situação emergencial”.
Na mesma linha, Antonio Carlos (PT), alegou que quem vai ganhar com isso é o povo e criticou a mobilização contra a chegada dos cubanos.
João Jaime (PSDB) também reclamou da forma diferenciada. “O mais grave é que fere as leis trabalhistas”, disse. Fernanda Pessoa (PR) defendeu a criação da carreira de médicos.
LS/AT
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