Sarto contesta pedido de CPI e esclarece gastos com contratações de artistas
Por ALECE24/09/2013 15:11 | Atualizado há 9 meses
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Em pronunciamento durante o primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (24/09), o líder do Governo na AL, o deputado José Sarto (PSB), contestou a proposta de CPI feita pelo deputado Heitor Férrer (PDT) para investigar a contratação de cantores e artistas pelo Governo do Estado. De acordo com Sarto, todas as contratações foram e são realizadas de forma legal. “O Heitor sabe que, para instalar uma CPI, é necessária a existência de um fato determinado que corrobore isso, e ele não tem”, disse.
O líder voltou a explicar que os valores publicados no Diário Oficial “dizem respeito à contratação dos shows completos, e não ao cachê pago aos artistas”. Ele pontuou que os valores abrangem gastos com translado, hospedagem, alimentação, infraestrutura, além dos cachês de músicos e equipe técnica. “Temos que considerar, ainda, que esses shows geralmente são realizados em época de alta estação. Não podemos comparar o valor de um show feito em julho e um feito no meio de uma semana qualquer de agosto”, defendeu.
Conforme avaliou, o relatório do Tribunal de Contas do Estado, no qual Heitor se baseou para realizar a proposta de CPI, “não tem qualquer parecer conclusivo, até o momento”. “Esse relatório foi entregue a uma conselheira, que irá analisá-lo e, apenas em outubro, dará seu parecer e, daí, será encaminhado ao pleno do TCE”, esclareceu.
Os deputados Júlio César Filho (PTN) e Fernando Hugo (PSDB), em aparte, também criticaram a proposta de Heitor. Para Júlio César, o deputado pedetista deve comparar mais detalhadamente os eventos em questão, “como, por exemplo, o período em que aconteceram, a duração dos shows, a quantidade de pessoas envolvidas; senão, isso fica parecendo apenas uma tentativa de induzir a opinião pública”.
Fernando Hugo lembrou, ainda, que “na época do governo de Luizianne Lins, Heitor nunca fez um aparte para criticar as festas caríssimas de Réveillon que a prefeita promovia”. “Parece que essa peçonha dele se limita ao Governo do Estado”, afirmou.
PE/CG
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