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Sarto rebate críticas e esclarece sobre funcionamento de UPAs

Por ALECE
22/10/2013 15:54 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Jose Sarto (Pros) - Foto: Dário Gabriel

No primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (22/10), o líder do Governo na Casa, deputado José Sarto (Pros), esclareceu que nenhuma das 11 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que estão sem funcionar foram inauguradas, como foi mencionado pelo deputado Heitor Férrer (PDT).

“Existe uma grande diferença entre terminar uma construção e a inauguração. Para funcionar precisa ser construído, precisa ser equipado e ter um quadro de recursos humanos. Ora, se temos dificuldade de recursos humanos na área de médicos para atender o Programa Saúde da Família, imagina os médicos de atendimento especializado”, acentuou.

O parlamentar disse que, para a UPA do Conjunto Ceará, a sexta entregue pelo Governo do Estado na Capital, são 36 médicos “atendendo 24 horas, de segunda a segunda”. Segundo ele, nove unidades já foram inauguradas, sendo seis na Capital e três no Interior. O líder informou que, em novembro, os municípios de São Gonçalo do Amarante (Pecém), Horizonte e Pentecostes serão contemplados com as unidades.

“Equipamento como esse não é só construir e deixá-lo ao léu, tem que ter manutenção”, explicou. Conforme o deputado, o custeio das UPAs é feito de forma proporcional entre a União, Estado e o Município consorciado, com percentual de 33%. “O que acontece é que existem equipamentos que foram construídos, mas não estão equipados e ainda não definiram consórcio”, disse, ilustrando que a UPA do Eusébio, já inaugurada, vai beneficiar também Aquiraz e Cascavel.

Quanto à UPA de São Gonçalo, por exemplo, acrescentou ele, os municípios que deveriam fazer parte do consórcio, como Paraipaba e Paracuru, não quiseram fazê-lo, devido à distância. “Para eles, é melhor ir para Caucaia ou vir para Fortaleza, a ser atendido no Pecém”, salientou.

Em aparte, o deputado Osmar Baquit (PSD) saiu em defesa do Governo, afirmando que a UPA do município de Quixadá não foi concluída, “mas não está abandonada”. Segundo ele, muitas das policlínicas só não foram inauguradas ainda porque muitos prefeitos não querem aderir ao consórcio por causa da divisão de recursos. “Em Quixadá, são dez municípios, e tem prefeitos que não querem aderir, porque isso é custeado”, pontuou.

O deputado Julio César Filho (PTN) contestou o deputado Heitor, afirmando que, assim como as UPAs, as policlínicas seguem cronograma para serem inauguradas. Na mesma linha, o deputado Mauro Filho (Pros) afirmou que o atual Governo estreou políticas públicas importantes na área da saúde e educação, como as UPAs e o investimento em escolas profissionalizantes.

O deputado Welington Landim (Pros) reconheceu os avanços, garantindo que o Estado, com a construção de hospitais, policlínicas, UPAs e Centros de Especialização Odontológica (CEOs) “vai ter a melhor estrutura de saúde do Brasil”. Na avaliação dele, toda essa estrutura tem desafogado hospitais de Fortaleza, diminuindo fluxo de pacientes do Interior. “Estamos avançando a passos largos”, disse.
LS/CG

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