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Sérgio Aguiar aponta crescimento de novos negócios no Ceará

Por ALECE
05/04/2016 16:52 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Sérgio Aguiar ( PDT ) Dep. Sérgio Aguiar ( PDT )

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (05/04), a criação de 5.409 novos negócios no Ceará durante o mês de janeiro deste ano. Segundo ele, o Estado configura como o nono maior em número de empreendimentos, representando 3,2% do total.

O parlamentar considerou levantamento feito pelo Serasa Experian, que aponta que o crescimento do número de Microepreendedores Individuais (MEIs) foi fundamental para o aumento no nascimento de empresas do País. “Do número total de empresas criadas no Ceará em janeiro, cerca de 4.400 foram MEIs, a maioria em Fortaleza, Região Metropolitana e Cariri”, assinalou.

Esse número elevado de MEIs, conforme observou, está ligado ao aumento do nível de desemprego no País. Para Sérgio Aguiar, muitos desempregados buscaram como opção abrir o próprio negócio, “sendo geralmente algo ligado ao trabalho realizado pela empresa da qual se desligou”.

O parlamentar falou, ainda, sobre a importância da mensagem 7.953/16, de autoria do Poder Executivo, que trata sobre  a redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços  (ICMS) nas operações internas de gás natural para produção de energia elétrica por meio de usinas termelétricas instaladas no território cearense.

De acordo com ele, a mensagem reduz a alíquota de ICMS das termelétricas de 17% para 7%, “para que haja uma composição de custos, e a termelétrica que é uma forma de energia que sabemos ter um grande potencial de poluição, consiga ter essa diminuição do gás natural, que é o seu principal insumo, e possa concorrer nos leilões de energia a nível de Brasil”.

Os deputados Capitão Wagner (PR), Renato Roseno (Psol) e Dra. Silvana (PMDB) criticaram a mensagem governamental devido aos impactos no meio ambiente.

De acordo com Capitão Wagner, o gasto hídrico gerado pela termelétrica é de oito milhões de litros de água por dia. “Quando incentivamos essa termelétrica, gastamos mais água para consumo humano, que já é escassa. Continuamos acreditando que o melhor caminho é em direção às energias renováveis, devido às condições favoráveis do Ceará”, disse.

Já Renato Roseno lembrou que nos leilões, a maior parte das energias leiloadas são eólicas e solar, enquanto a termelétrica ocupa a menor porcentagem.  “Temos potencial para seis Itaipus se focarmos na energia solar. Uma termelétrica gasta muita água, mil litros por segundo, 6% da água pra abastecimento humano no Ceará, então defendemos a transição energética”, observou.

Dra. Silvana, por sua vez, cobrou uma posição do governo que garanta um crescimento da oferta de energia de forma segura.
PE/JU

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