Sérgio Aguiar defende ampliação da rede de distribuição de energia
Por ALECE16/02/2016 13:33 | Atualizado há 10 meses
Compartilhe esta notícia:
O deputado Sérgio Aguiar (Pros) defendeu, no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (16/02), a ampliação da rede de distribuição de energia eólica produzida no Estado. Segundo o parlamentar, esse é o grande gargalo do setor, já que o potencial energético do Ceará “não está sendo injetado na rede nacional de energia”.
De acordo com Sérgio Aguiar, o principal financiador do setor eólico brasileiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), encerrou o ano passado com R$ 7,42 bilhões para 82 novos projetos de geração de energia elétrica a partir dessa fonte, que somam 2.102MW de potência instalada.
“Os R$ 7,42 bilhões representam aumento de 12,7% em relação ao montante aprovado no ano anterior, de R$ 6,58 bilhões. A quantidade de projetos aprovados mais que dobrou, passando de 40 para 82 — crescimento de 105%. No fim de 2015, o BNDES aprovou três novos financiamentos, no valor total de R$ 1,4 bilhão, para complexos eólicos em Pernambuco, Rio Grande do Sul e Ceará. Os três projetos terão 274 aerogeradores, com potência instalada total de 495,6 MW, e devem gerar 1,6 mil empregos diretos e cerca de 3,5 mil indiretos na fase de implantação”, frisou.
O parlamentar salientou que, quando estiverem prontos, os empreendimentos devem gerar 133 empregos diretos e 250 indiretos nos três estados. As três operações contemplam também subcréditos de R$ 7,1 milhões, no âmbito da linha investimentos sociais de empresas (ISE), acentuou o deputado.
Sérgio Aguiar observou que o Ceará é um dos destaques na área de produção de energia eólica. “Para o Complexo Eólico de Aracati, do Grupo Alupar, foram aprovados R$ 261,3 milhões. Orçado em R$ 483,15 milhões, o complexo, formado por cinco parques eólicos, terá potência instalada de 98,7 MW”. Na construção, devem ser criados cerca de 425 empregos diretos e 1,3 mil indiretos. Em operação, serão 33 diretos e 100 indiretos gerados pelo parque.
O parlamentar frisou ainda que, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Energia Eólica ( ABEEólica), o Ceará figura em terceiro lugar em termos de potência eólica contratada. “São 905,3 MW, ultrapassados por 1.696,1MW do Rio Grande do Norte e 2.629,9 MW da Bahia, estado com maior contratação. Isso significa que, a partir de 2019, a Bahia galgará a primeira posição como maior produtora de energia eólica.
Na avaliação de Sérgio Aguiar, uma das razões para esse freio é a falta de linhas de escoamento da energia produzida. Pois não há como comprar sem ter como escoar. “Para se ter ideia de como o Estado vem sofrendo sem as novas linhas de transmissão, a participação de mercado do Ceará, em termos de potencial eólico, chegou a ser de 35%”, disse.
O deputado disse que, para sanar as dificuldades do setor, a Secretaria Adjunta de Energia, Mineração e Telecomunicações, ligada à Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), deverá atualizar o mapa eólico do Estado, após 15 anos da primeira edição. “O novo atlas adequará projetos aerogeradores maiores, de 120 metros de altura”, acrescentou..
Em aparte, o deputado Audic Mota (PMDB) disse ser a favor de energias renováveis, “mas é ainda um desafio agregar o modal de energia solar na geração de emprego e renda”. Segundo ele, em Tauá, onde foi construída a primeira fase, o único emprego gerado é o de um vigia.
JS/AT
Veja também