Sérgio Aguiar destaca corte no orçamento do Governo Federal
Por ALECE24/02/2016 14:14 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Sérgio Aguiar (Pros) destacou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (24/02), que o Governo Federal anunciou corte de R$ 23,4 bilhões no orçamento de 2016. O contingenciamento foi informado na sexta-feira (19/02), durante apresentação da programação orçamentária e financeira do Poder Executivo para este ano.
Segundo Sérgio Aguiar, o Governo fez o contingenciamento para tentar obter superávit primário, ou seja, verba para pagar juros da dívida de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O parlamentar ressaltou que esse percentual representa R$ 30,5 bilhões, sendo R$ 24 bilhões do Governo Central, cujas contas são formadas pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.
O deputado salientou que, com a medida, a queda prevista é de 2,9% da economia neste ano. “Se a expectativa era de melhora, agora não é o que se avalia no mercado. Na contramão, as perspectivas são de continuar como já estava, o desemprego aumentando e os serviços públicos se desgastando”, lamentou.
O parlamentar informou ainda que a estimativa de inflação é de dois pontos percentuais, no primeiro semestre de 2016, e a inflação prospectada para este ano pelo Governo é de 7,10%, acima do teto de 6,5%. “Outro aspecto esperado é a queda na qualidade dos serviços públicos, cortes no custeio de investimentos, além de prefeituras cortando verba”, pontuou.
Para Sérgio Aguiar, esse contexto “sucateia ainda mais a máquina pública”. “Os economistas lamentam as medidas propostas para diminuir gastos. Essa política econômica vai trazer malefícios, em vez de fazer com que o Brasil saia da crise. Precisamos que haja eficiência dos gastos públicos, fazendo com que as políticas públicas sejam mantidas e aperfeiçoadas”, assinalou.
Durante seu pronunciamento, o parlamentar parabenizou o município de Bela Cruz por seus 59 anos de emancipação política.
Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) classificou as medidas tomadas pelo Governo Federal de equivocadas. "Não é possível um Governo querer resgatar a sua popularidade tomando medidas impopulares. Essas medidas vão rebater negativamente nos municípios e estados. Precisamos alterar essa política econômica para que economia volte a crescer”, afirmou.
GM/AT
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