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Vasques Landim destaca dificuldades do Judiciário

Por ALECE
21/08/2013 14:58 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Vasques Landim ( PR ) - Foto: Paulo Rocha

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (21/08), o deputado Vasques Landim (PR) alertou para as dificuldades enfrentadas pelo Poder Judiciário, que, segundo ele, precisa ser mais valorizado e respeitado por parte das autoridades e da sociedade. “É a Justiça que abre todas as portas para que se possa reivindicar nossos direitos”, assinalou.

O parlamentar lamentou o fato de o Judiciário ser constantemente criticado pela morosidade processual, passando a impressão de impunidade. “Falta-nos entrar um pouco na intimidade da Justiça, para fazer um juízo de valor”, defendeu. Ele acredita que, para trabalhar com eficiência e celeridade, o Poder tem que ter condições. O deputado destacou a necessidade de se criar novas varas e convocar servidores, acelerando a tramitação de processos e municiando a Justiça no atendimento à demanda da sociedade. “As pessoas reclamam de processos tramitando há cinco anos, achando  que a Justiça não quer resolver e que não existe vontade para aquilo. Na verdade, não é isso”, ressaltou.

Vasques Landim disse que a situação é a mesma na região do Cariri. Segundo ele, a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Juazeiro do Norte promoveu uma manifestação, na semana passada, reivindicando melhorias e mostrando as dificuldades da Justiça local. “No meu entender, é um pequeno reflexo do que acontece no Judiciário estadual.”

“Temos oito varas, com 30 mil processos empilhados, engavetados, para oito juízes deliberarem. É uma demanda muito grande. Por trás também tem uma equipe deficitária, muitas vezes emprestada, porque não tem concurso”, relatou, referindo-se ao Judiciário caririense. “É necessário que a sociedade se inteire dessa verdade, para fazer um julgamento mais real do que acontece no Judiciário”, acrescentou.

Em aparte, a deputada Mirian Sobreira (PSB) parabenizou a abordagem do assunto, apontando que o maior problema são as leis brasileiras, que, segundo ela, deixam várias brechas, além da falta de estrutura.

LS/AT

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