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Welington Landim fala sobre inclusão da Caatinga no patrimônio nacional

Por ALECE
26/04/2013 17:07 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Welington Landim (PSB) - Foto: Paulo Rocha

Durante o segundo expediente desta sexta-feira (26/04), o deputado Welington Landim (PSB) falou sobre o projeto de emenda constitucional (PEC) que tramita na Câmara dos Deputados para que a Caatinga e o Cerrado sejam considerados patrimônio nacional.

Segundo o parlamentar, o que muda com a aprovação da PEC é o reconhecimento da importância do Cerrado e da Caatinga. Ele explicou que é preciso que seja estabelecido um modelo de desenvolvimento adaptado a este bioma para garantir o convívio harmonioso com a seca.

De acordo com o deputado, a Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e corresponde a 10% do território nacional e está em 54% dos estados, abrangendo 30% da população nacional e 34% do território brasileiro. São aproximadamente 850 mil km² que abrangem a região Nordeste e o norte de Minas Gerais.

Dados do Ministério do Meio Ambiente dizem que 45% do território da Caatinga estão desmatados e menos de 8% constituem área protegida. Um dos motivos é o fato de que quase 35% da matriz energética do Nordeste seja a lenha e o carvão vegetal.

Welington Landim ressaltou ainda que o Ministério do Meio Ambiente está criando um programa de sustentabilidade para a Caatinga. Ele destacou o Cerrado como o segundo maior bioma brasileiro, considerado a “caixa d’água” do Brasil por resguardar as maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo através dos aquíferos Guarani, Bambuí e Urucaia.

O socialista lembrou que no dia 28 de abril comemora-se o Dia Nacional da Caatinga e pediu aos demais deputados para que aprovem o encaminhamento de um requerimento endereçado à Câmara dos Deputados, para incluir na pauta de votação do plenário a PEC 504/2010, que eleva a Caatinga e o Cerrado como patrimônios nacionais.

Em aparte, o deputado Mailson Cruz (PRB) falou sobre a necessidade de garantir irrigação de uma área maior nas regiões do Jaguaribe, Apodi e Tabuleiro de Russas. Segundo o deputado, os projetos de irrigação dessas áreas não estão funcionando em sua plenitude.
JM/LF

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