Welington Landim faz alerta sobre degradação da floresta do Araripe
Por ALECE31/10/2013 15:28 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Welington Landim (Pros), durante pronunciamento nesta quinta-feira (31/10) na Assembleia Legislativa, apresentou requerimento solicitando ao Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Assembleia a realização do Pacto Ambiental da APA do Cariri e do Geopark Cariri. O propósito é realizar um levantamento aprofundado sobre as reais condições da floresta do Araripe, localizada na região do Cariri.
Welington explicou que, em face do desmatamento e do extrativismo que vêm se realizando na APA, resultantes da falta de fiscalização, o ambiente está se degradando rapidamente e poderá levar até a exaustão dos mananciais de água, que abastecem toda a região.
De acordo com o parlamentar, a Chapada do Araripe compreende 103 municípios, sendo 25 municípios no estado do Ceará, 18 no estado de Pernambuco e 60 no estado do Piauí. A Chapada do Araripe tem uma área total de 7.665.430 hectares e uma população estimada em 1,8 milhão de habitantes. Porém, a Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada abrange uma área de apenas 1,63 milhão de hectares. “No Ceará estão incluídos os municípios de Abaiara, Araripe, Barbalha, Brejo Santo, Campos Sales, Crato, Jardim, Jati, Missão Velha, Nova Olinda, Penaforte, Porteiras, Potengi, Salitre e Santana do Cariri”.
O deputado explicou que a APA da Chapada do Araripe foi classificada na tipologia de Unidade de Uso Sustentável, o que permite a exploração do ambiente, mesmo mantendo a biodiversidade do local e os seus recursos renováveis. “Nesse caso, os proprietários são obrigados a fazer plano de manejo e aguardar a autorização do ICMBIO/Semace para utilizarem algum recurso natural, principalmente madeira. No entanto, poucos cumprem a Lei. Aí está o grande problema”, pontuou.
Welington explicou que o art. 6º proíbe ou restringe na APA da Chapada do Araripe, entre outras atividades, a implantação de atividades industriais potencialmente poluidoras, que afetem os mananciais de água; obras de terraplenagem e a abertura de canais, quando essas iniciativas importarem alteração das condições ecológicas locais; exercício de atividades capazes de provocar acelerada erosão, o assoreamento das coleções hídricas ou o comprometimento dos aqüíferos, entre outros itens. Porém, praticamente nada disso é respeitado, porque a APA possui somente dois fiscais, informou o parlamentar.
Welington frisou ainda que a APA da Chapa do Araripe apresenta sete unidades fitoecológicas e uma fauna, onde foram catalogadas 42 espécies de mamíferos e 192 espécies de aves, das quais 17 ocorrem exclusivamente no Brasil e uma somente na Chapada do Araripe, o famoso soldadinho do Araripe, 12 espécies de anfíbios e 50 espécies de répteis. “Há ainda um patrimônio arqueológico, paleontológico e espeleológico, o que consolida o grande potencial para turismo cientifico, ecológico, cultural, de aventura e para pesquisas científicas”, pontuou.
O pronunciamento de Welington Landim recebeu solidariedade dos deputados João Jaime (DEM), Antonio Carlos (PT) e Professor Pinheiro (PT). Todos destacaram a importância de se buscar a preservação da floresta do Araripe, para as gerações futuras.
JS/CG
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