Capitão Wagner alerta sobre aumento do número de homicídios
Por ALECE31/05/2017 16:24 | Atualizado há 11 meses
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O deputado Capitão Wagner (PR) alertou, nesta quarta-feira (31/05), para o aumento do número de homicídios no Ceará referente a maio. A osbervação foi feita no tempo de liderança da sessão plenária. Ao citar reportagem do jornal Diário do Nordeste, o parlamentar informou que Fortaleza teve aumento de 113%, quando comparando a maio de 2016. “O mês nem terminou e já temos 113%”. No Ceará, de acordo com ele, esse índice foi de 45%.
“Os dados nos assustam. Os bandidos estão cada vez mais audaciosos, têm praticado homicídios, filmado as ações e colocado em redes sociais, sem qualquer receio de que possam ser identificados e punidos”, disse. Segundo ele, a situação é um chamamento do Poder Judiciário, Ministério Público, dos órgãos de segurança, para que ações sejam complementadas.
O parlamentar disse que chegou inclusive a propor um plano de ação de segurança, que, segundo ele, até hoje não foi formulado. “Entreguei inclusive sugestões ao governador e ao secretário de Segurança”, lembrou.
Capitão Wagner também cobrou a entrega de viaturas adquiridas pelo Governo do Estado. “Há cinco meses estão entregues pela empresa que ganhou a licitação e há uma demora na entrega dessas viaturas. O Governo quer fazer uma solenidade, quer que todas sejam adesivadas e equipadas para só depois iniciar as entregas”, criticou. Ele citou o caso do Conjunto Ceará, onde havia, conforme o parlamentar, 22 viaturas circulando - atualmente apenas seis estão operando.
Capitão Wagner reclamou ainda do descumprimento de lei estadual que estabelece critérios para a promoção de policiais e que o Governo deveria custear alguns exames, “e, até hoje, o Estado nunca cumpriu esse regramento”. De acordo com o deputado, cerca de 600 policiais aguardam promoções, que não ocorreram “simplesmente porque o governador não tirou um tempo, de dezembro para cá, para assinar esses documentos de promoção desses policiais.”
Em aparte, o deputado Joaquim Noronha (PRP) reforçou a tese de que é impossível realizar segurança no interior do Estado com baixo número de efetivo policial. Ao fazer um comparativo do número de agentes policiais entre Interior e Capital, o parlamentar afirmou que “é brusca” a diferença. “Temos cidades que têm facilmente um efetivo de cinco, seis, quatro policiais. É humanamente impossível”, disse. Sobre o descumprimento da lei, o parlamentar defendeu “atitudes mais duras dos parlamentares, para que se cumpram as leis que possam estar sendo descumpridas.”
LS/AT
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