Carlos Felipe critica discurso do Governo sobre reforma da Previdência
Por ALECE04/07/2019 19:28 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Carlos Matos (PSDB) informou, durante o tempo de liderança desta quinta-feira (04/07), que participou de um debate no Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf) sobre a reforma da Previdência. Para o deputado, o Governo Federal está distorcendo as informação sobre as mudanças que o projeto pretende trazer.
Ele explicou que 82% da economia que o Governo diz que será feita com a reforma irá sair das aposentadorias de quem ganha até 1,2 salário mínimo. O deputado classificou como desonesto dizer que a economia será gerada com cortes de privilégios. “Quem ganha até 1,2 salário mínimo não é privilegiado”, enfatizou.
Carlos Felipe também questionou o tempo mínimo de contribuição. Segundo ele, o tempo mínimo irá passar para 20 anos “Mesmo que ele já tenha 65 anos, para poder se aposentar pela empregabilidade, ele tem que contribuir até os 85 anos. É desonesto dizer que isso é uma aposentadoria”.
O deputado criticou também a informação de que o problema da Previdência é o servidor público. “O servidor público tem que trabalhar durante 35 anos, ter o mínimo de 60 anos de idade e não tem FGTS. Eles já contribui hoje com 11%”, explicou.
Carlos Felipe criticou ainda o argumento de que a reforma vai trazer mais recursos para Educação e Saúde. “Se é para sobrar para Saúde e Educação, por que não tira os 30% da DRU [Desvinculação de Receitas da União] e baixa para 20%? Por que eles não descongelam a PEC 95, que congelou por 20 anos do dinheiro da Saúde?”, questionou.
Carlos Felipe relatou que o congelamento já cria situações alarmantes na saúde, como falta de soro antiofídico, o que já teria causado a morte de três pessoas no interior do Ceará. “Quando foram fazer a reforma trabalhista disseram que iriam gerar seis milhões de empregos. Estamos agora com 13% de desempregados e está aumentando ainda”, lamentou.
JM/LF
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