Carlos Felipe elogia políticas de segurança do Governo do Estado
Por ALECE17/08/2016 15:25 | Atualizado há 11 meses
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O deputado Carlos Felipe (PCdoB) ressaltou, durante o tempo de liderança partidária da sessão plenária desta quarta-feira (17/08), o esforço do Governo do Estado na implementação de políticas de segurança pública. De acordo com ele, as ações e políticas promovidas visando à redução da criminalidade e dos homicídios devem ser ampliados, “mas toda redução nesses índices merece ser comemorada”.
O parlamentar citou políticas implementadas pelo Governo do Estado, como o novo concurso público para a contratação de quatro mil policiais militares, inspetores da Polícia Civil, a expansão do Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) para os municípios do interior do Estado, entre outras. Ele reforçou que o Estado deve tomar as rédeas da questão do bloqueio do sinal de telefonia em presídios.
Para Carlos Felipe, entretanto, a questão da violência não é fácil de ser resolvida. O deputado lembrou que, no município de Crateús, entre 2008 e 2014, durante a gestão dele como prefeito, a taxa de assassinatos era de cinco para cada mil habitantes. “Mesmo com todas as políticas implementadas de lá para cá por Cid Gomes e agora por Camilo Santana, esse número cresceu para 17”, disse.
Segundo o parlamentar, o crescimento se deve ao envolvimento direto ou indireto do narcotráfico. “Daí a necessidade de continuar implementando novas políticas, como reforçar a Polícia Civil, por exemplo. É ela quem desmonta o crime organizado. Não podemos menosprezar esse esforço”, disse.
O deputado Carlos Matos (PSDB), em aparte, reconheceu que há um esforço do Estado pela redução do crime e da violência, “mas o resultado desse esforço é muito ruim”. Para ele, o problema é o Estado entrar numa situação de “conformismo: deixar tudo como está e ficar delegando a culpa para a União ou os traficantes, como vem acontecendo”, criticou.
O deputado Renato Roseno (Psol) alertou para a “celebração” precipitada da redução de assassinatos. Ele considerou que há uma repactuação de entidades criminosas em diversas áreas de maior incidência de assassinatos em Fortaleza e no restante do Estado. “O que estamos vendo pode ser só um reflexo desse acordo entre entidades criminosas. Não podemos comemorar qualquer baixa em índices de crimes baseados nisso”, pontuou.
PE/AT
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