Carlos Matos destaca Seminário Internacional de Saúde
Por ALECE04/08/2015 17:30 | Atualizado há 11 meses
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O Seminário Internacional de Saúde - Inova Saúde, foi o tema do pronunciamento do deputado Carlos Matos (PSDB) durante o tempo de liderança da sessão plenária desta terça-feira (04/08). O evento, que é voltado para profissionais da Saúde, gestores de instituições de cuidado e promoção à saúde, além de acadêmicos interessados no tema, acontecerá nesta quarta-feira (05/08), na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
De acordo com o parlamentar, os debates serão norteados por assuntos que são desafios para o Ceará, como a gestão de leitos, a valorização dos profissionais da Saúde, a área da assistência social, hospitais filantrópicos e particulares que tendem as demandas do Sistema Único de Saúde, entre outras questões presentes no Estado.
O deputado ressaltou que o evento tem grande importância no contexto em que o Ceará se encontra, já que o Estado enfrenta graves desafios na área. Ele enfatizou que seriam necessários R$ 300 milhões para que o setor seja minimamente atendido no Ceará neste ano.
Carlos Matos também criticou a falta de um plano de cargos e carreiras para os profissionais da área e destacou que de cada 10 profissionais que atuam no Ceará, somente três são concursados.
“O Estado optou por construir hospitais, mas não tem recursos para o custeio. É como ter uma carteira bonita e não tem dinheiro para colocar dentro”, enfatizou o parlamentar.
O deputado citou como exemplo o hospital de Quixeramobim, que, segundo ele, foi construído e não tem água nem recursos para custeio. Segundo ele, o governo estadual gasta recursos próprios com a construção do Acquario, mas vai pegar empréstimo para fazer hospital no Vale do Jaguaribe, sem ter recursos para manter o custeio.
Carlos Matos também criticou o repasse do Governo Federal para o Ceará. Segundo ele, Pernambuco recebe R$ 135 por habitante e o Ceará recebe apenas R$ 40 por habitante, e citou o orçamento de 2014 do Hospital Geral de Fortaleza, que foi de R$ 21 milhões, sendo apenas R$ 3 milhões custeados pela União e o restante pelo Estado.
Em aparte, o deputado Dr. Santana (PT) a rede básica de Saúde deveria funcionar melhor e responder às necessidades da população, o que evitaria grande gasto de recursos com agravamento de doenças e emergências. Para ele, as administrações municipais deveriam receber uma parcela mais importante dos recursos porque é onde se enfrentam os maiores desafios na Saúde.
JM/JU
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