Ordem do Dia

Elmano critica projeto sobre terceirização de mão de obra

Por ALECE
22/03/2017 15:12 | Atualizado há 11 meses

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Deputado Elmano Freitas Deputado Elmano Freitas - Foto: Edson Júnior Pio

O deputado Elmano Freitas (PT) criticou, nesta quarta-feira (22/03), durante o tempo de liderança da sessão plenária, a tentativa do Governo Federal e de aliados em aprovar a terceirização da mão de obra brasileira nas atividades-fim das empresas. Segundo ele, o projeto, que deve ser deliberado ainda hoje no Congresso Nacional, vai de encontro ao direito dos trabalhadores no País.

“É um duro golpe aos trabalhadores do Brasil”, avaliou, alertando os eleitores a acompanharem a postura de seus representantes durante a votação da matéria.

De acordo com o parlamentar, pesquisas realizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que os terceirizados ganham algo em torno de 30% a menos que um trabalhador contratado pela empresa. “O grande objetivo desse projeto é diminuir o salário do trabalhador”, disse. Em relação aos acidentes de trabalho, o petista informou que, de cada 10 acidentes, oito são com trabalhadores terceirizados.

Para diminuir o alto custo do emprego formal no Brasil, o parlamentar observou que a ideia é a contratação de profissionais com menos capacitação e treinamento na sua formação profissional.

O deputado afirmou que, caso a matéria seja aprovada, será aberto precedente para que todas as atividades do serviço público sejam substituídas por trabalhadores terceirizados. “Aí sim, é um ataque duro de desmontar o serviço público do nosso Estado, das prefeituras e do Governo Federal”, completou.

Em aparte, o deputado Odilon Aguiar (PMB) reforçou a crítica contra a terceirização nas atividades-fins e questionou se situação do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), no Ceará, não vai de encontro ao discurso do petista.

Elmano Freitas respondeu que, apesar de se utilizar terceirizados na atividade-fim por parte do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), o Ceará tem feito concurso público. “O ISGH complementa os serviços, mas o Ceará, em especial o Governo Camilo Santana, jamais colocou a terceirização da atividade-fim como prioridade da alocação do serviço público”, esclareceu.

LS/AT

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