Elmano Freitas defende regulamentação do comércio no Estado
Por ALECE18/08/2015 15:57 | Atualizado há 11 meses
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O deputado Elmano Freitas (PT) destacou, durante o tempo das lideranças partidárias da sessão plenária desta terça-feira (18/08), a discussão acerca da regulamentação do comércio de Caucaia, que está em pauta da Câmara Municipal daquele município. Segundo ele, a regulamentação do comércio é uma decisão que irá beneficiar muitos trabalhadores, considerando que 60% da economia cearense é movimentada pelo comércio.
O petista explicou que apenas Fortaleza tem o comércio regulamentado, conquista realizada durante a gestão de Luizianne Lins. Ele lamentou também o fato de o Ceará possuir os menores salários do Nordeste e o pior médio do Brasil.
Para Elmano Freitas, o grande desafio será fazer com que a regulamentação seja feita em todos os municípios cearenses. “É uma coisa a ser elaborada em nível local, e de fundamental importância para o trabalhador, que trabalha o mesmo tempo ou mais que o trabalhador de outros estados, e recebe muito menos”, argumentou.
Os deputados Carlos Matos (PSDB), Moisés Braz (PT) e Carlos Felipe (PCdoB) também defenderam a proposta.
Para Carlos Matos, é importante termos uma qualificação voltada para o trabalhador. “Temos que focar no trabalhador, pois nossa economia cresce todos os meses mais que a do Brasil. Mas não é algo de que podemos nos orgulhar, enquanto nossos trabalhadores vivem essa realidade”, disse.
Já Moisés Braz, cujo projeto de emenda constitucional que estabelece essa regulamentação em todo o Estado tramita na AL, comentou o teor de sua proposta.
“É um projeto de natureza trabalhista. Nosso comércio é totalmente irregular. Os trabalhadores entram às 5h e saem às 23h, passando mais de oito horas em pé todos os dias. Sem contar que a regulamentação gera emprego e beneficia os comerciários”, explicou.
Carlos Felipe, por sua vez, considerou que a regulamentação beneficia o empregador e o empregado. “Ora, produzem-se bens de consumo e serviços para os trabalhadores; produtos que eles não poderão consumir trabalhando mais do que o necessário e ganhando menos que o merecido”, avaliou.
PE/JU
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