Ordem do Dia

José Sarto contesta denúncias contra ex-governador Cid Gomes

Por ALECE
24/05/2017 19:51 | Atualizado há 11 meses

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Dep. José Sarto (PDT) Dep. José Sarto (PDT) - Foto: Maximo Moura

O deputado José Sarto (PDT) ocupou o tempo de liderança da sessão plenária desta quarta-feira (24/05) para contestar denúncias feitas no Plenário, por parlamentares, contra o ex-governador Cid Gomes, no caso envolvendo a delação dos empresários da JBS. Ele disse ainda que o pedido de impeachment contra o governador Camilo Santana não tem fundamento jurídico.

Sarto questionou a interpretação dada por parlamentares a denúncias veiculadas na imprensa e disse que alguns deputados chegaram a afirmar que já existia comprovação de que o ex-governador Cid Gomes teria exigido propina da empresa JBS. Entretanto, segundo ele, em nenhum momento o delator disse isso, e no depoimento por escrito não existe nada sobre isso. Para José Sarto, essa é uma forma de a oposição querer enfraquecer o Governo.

O parlamentar lembrou que o ex-governador negou o conteúdo da delação e disse que vai processar o empresário Josley Batista por calúnia e difamação. Ele ressaltou que há uma partidarização apaixonada por companheiros que sequer tiveram o cuidado de ler o depoimento por escrito e ver o vídeo com cautela.

Para o deputado, o governo Cid Gomes foi o melhor, e  isso foi comprovado nas ruas com a reeleição de Cid Gomes e a eleição de seu sucessor, Camilo Santana.

Sobre o pedido de impeachment contra o governador Camilo Santana apresentado pelo deputado Capitão Wagner (PR), o parlamentar disse não ter nenhum embasamento jurídico. Segundo ele, o delator sequer conhecia o governador Camilo. “Ele  não sabia nem o nome do governador”, pontuou. 

Para José Sarto, o deputado Capitão Wagner tem hoje uma estatura política grande, e por isso tem que ter cuidado com o que diz e o que faz, porque ele será julgado no futuro pelo conjunto. O mandato parlamentar, afirmou José Sarto, “tem que se sobrepor aos seus interesses pessoais”.

Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol), reportando-se à fala anterior de José Sarto, disse que a obstrução é um instrumento legítimo e que se obstrui quando não se quer votar determinada matéria. No entanto, a obstrução é uma estratégia das minorias, e o que tem causado "estranhamento" para ele é isso estar sendo feito pela maioria na Casa.

Roseno lembrou que o deputado que quer entrar em obstrução pode fazer por escrito ou verbalmente, dirigindo-se à Mesa, e sugeriu que isso fosse feito de maneira mais sistemática.  

WR/CG

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