Ordem do Dia

Leonardo Pinheiro discorda que haja falta de planejamento na saúde do CE

Por ALECE
12/04/2016 19:15 | Atualizado há 11 meses

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Dep. Leonardo Pinheiro (PP) Dep. Leonardo Pinheiro (PP) - Foto: Máximo Moura

Na sessão plenária desta terça-feira (12/04), no tempo de explicações pessoais, o deputado Leonardo Pinheiro (PP) concordou com os parlamentares que ocuparam a tribuna para denunciar a crise na saúde. Para ele, existe uma crise institucional e política no Brasil, que atinge a economia e, infelizmente, a saúde, que é universalizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no País. Mas o parlamentar afirma que não pode concordar quando a oposição afirma que na saúde do Ceará não houve planejamento.

"Foram construídos hospitais, como na região norte, no Cariri e Quixeramobim, sem falar nas policlínicas espalhadas pelo Estado, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs)", disse. "Atendo pacientes em vários municípios e tenho a oportunidade de ver pessoas humildes, que não tinham acesso a exames especializados, com tomografias de crânio, ecocardiogramas e outros exames. Não podemos jamais dizer que não houve planejamento, pois se não tivesse ocorrido, a gente não estaria discutindo custeio ", afirmou.

O parlamentar informou que o Ministério da Saúde não corrige a tabela do SUS há dois anos. Com isso, os hospitais particulares fecharam as portas, e toda essa demanda de pacientes migrou para o sistema de saúde do Estado.   

"Com relação ao Hospital de Quixeramobim, ele ainda não foi aberto porque não tem custeio. O Governo do Estado quer que o Governo Federal aporte recursos da ordem de 50% para o custeio, porque o Ceará não tem condições de financiar sozinho a saúde de média e alta complexidade. Sem dinheiro, sem recursos não se faz uma saúde de qualidade", ponderou.

Para Leonardo Pinheiro, o que desencadeou a crise foi o fato de o Governo do Estado ter centralizado as compras da rede pública de saúde para reduzir custos. "Quando um medicamento era comprado por X por um hospital, outros compravam por três vezes X. Com isso, a Secretaria da Saúde do Estado procurou desburocratizar esses hospitais, para que seus gestores pudessem se preocupar mais com a boa qualidade no atendimento dos pacientes", relatou.

WR/AP 

  

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