Renato Roseno declara apoio à paralisação dos petroleiros em Fortaleza
Por ALECE13/02/2020 19:06 | Atualizado há 10 meses
Compartilhe esta notícia:
O deputado Renato Roseno (Psol) se solidarizou, durante o tempo de liderança da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (13/02), com os petroleiros que se reuniram, na manhã de hoje, na refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor). Entre outras demandas, a categoria pede o fim da política de paridade com o mercado internacional e a venda de refinarias da Petrobras.
O parlamentar considera que os maiores beneficiados com os valores atuais obtidos nas vendas de combustíveis são os empresários. Para ele, a concentração de interesses privados alterou a política de preços. “O fatiamento em razão do interesse dos investidores estrangeiros hoje é de 49,98% para investidores privados e 50,2% do Governo Federal. Os preços praticados pelas distribuidoras são como produtos importados, por isso o gás, o óleo diesel e a gasolina estão caros”, atribui.
Roseno informou que o Governo Federal dispõe de uma lista com 27 subsidiárias a serem privatizadas, entre elas, oito refinarias. O parlamentar considera a greve dos petroleiros importante, pois é uma ação em defesa do emprego, de melhores salários e também pelo Brasil.
O deputado disse que os petroleiros defendem que se a Petrobrás retirasse a política de paridade com o mercado internacional, o botijão de gás poderia ser vendido a R$ 40.
Em aparte, o deputado Salmito Filho (PDT) esclareceu que a política foi idealizada no Governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) em 1997, porém a medida começou em janeiro de 2002, com o preço do barril de petróleo sendo dolarizado pela Petrobras, acompanhando o mercado internacional. “A Petrobras diz que o barril custa 40 dólares e passa a vender por 80 dólares. Esse ganho dobrado vai para os acionistas privados, que são os banqueiros”, informou.
LV/LF
Veja também