Roberto Mesquita diz que governador quer exigir mais sacrifício do povo
Por ALECE08/12/2016 19:01 | Atualizado há 11 meses
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O deputado Roberto Mesquita (PSD) criticou, durante o tempo de liderança da sessão plenária desta quinta-feira (08/12), o governador Camilo Santana, que, segundo o parlamentar, pretende enviar para a Assembleia Legislativa medidas que significarão mais sacrifício para o povo, como o aumento da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Nós estamos chegando ao final do ano com 70% das famílias cearenses endividadas, que estão se bancando com agiota, cheque especial, empréstimo de parente etc. E num Estado desse, o senhor governador não pode pedir ao seu povo mais sacrifício, aumentando imposto”, afirmou.
O parlamentar disse que o ex-governador Cid Gomes prestou um grande serviço ao estado do Ceará nas áreas da educação e saúde, “e um desserviço com o apoio da AL quando aumentou taxas e impostos”.
Roberto Mesquita também questionou a intenção do governador Camilo Santana de colocar o Porto do Pecém e o terreno onde está a sede da Secretaria da Agricultura à venda. Para o deputado, o governador deveria passar para a iniciativa privada outros equipamentos que o Estado não tem como administrar, como o Acquario Ceará e o Centro de Eventos. "Não vamos ser uma Assembleia Legislativa cúmplice", ressaltou.
O parlamentar lembrou ainda que o governador Tasso Jeressati fez um bom governo, mas o acusam de ter vendido o BEC e a Coelce. E que o Camilo Santana poderá ser lembrado como o governador do PT que enganou todo mundo.
O parlamentar disse ainda que Camilo Santana quer acabar com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) alegando economia. Para ele, o melhor seria o Governo deixar de fazer indicações para colocar políticos, filhos de políticos como conselheiros e criar critérios como a realização de concurso público.
O deputado lembrou que, dentro de dois anos, “todos vão estar enfrentando o povo nas urnas, e com os mecanismos de informação que existem hoje, vamos saber quem mudou de pensamento e trajetória. A história irá nos julgar", pontuou.
WR/CG
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