Procuradoria da Mulher da Alece realiza palestras e rodas de conversa em Baturité
Por Gleydson Silva27/09/2023 18:14 | Atualizado há 9 meses
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A Assembleia Legislativa do Ceará, por meio da Procuradoria Especial da Mulher da Casa (PEM), realizou, nesta quarta-feira (27\09), palestras e rodas de conversa sobre os direitos das mulheres, o combate a violência de gênero e relacionamentos abusivos, e visita a uma comunidade Quilombola. As atividades integram a programação da Assembleia Itinerante, que em sua 7ª edição chega ao município de Baturité.
No período da tarde foi realizada, no Instituto Federal do Ceará na cidade, o projeto Procuradoria Especial da Mulher nas Escolas, com palestra para alunos da Escola Estadual Liceu de Baturité Domingos Sávio, abordando os temas “Lei Maria da Penha”, “Setembro Amarelo” e “Importância do Autocuidado”. Os assuntos foram apresentados pela psicóloga da PEM, Lisa Tavares, e a advogada do órgão, Catarina Clares.
Conforme Lisa Tavares, a Procuradoria Especial da Mulher nas Escolas é um projeto que tem por objetivo levar aos jovens temas que muitos deles já vivenciaram e que é necessário falar sobre eles. " Muitos jovens já vivenciam relacionamentos abusivos ou estão inseridas em espaços onde isso acontece", pontuou. Aliado ao tema, a palestrante afirma que combater esse tipo de violência é importante para evitar o adoecimento mental das mulheres. “Falamos como essa violência impacta a saúde mental das mulheres, como isso leva ao adoecimento mental, ansiedade, depressão e até a tentativa de suicídio”, enfatizou.
Levando em consideração a necessidade da participação masculina no combate à violência contra as mulheres, Lisa Tavares ressaltou que as palestras contam sempre com a presença de homens, pois essa não é uma luta somente das mulheres, mas de toda a sociedade. “Quando uma mulher sofre violência ela não sofre sozinha. A família sofre junto com ela. Os filhos sofrem. Então é importantes que a gente traga os jovens, meninos e meninas, para junto dessa luta”, enfatizou.
De acordo com a advogada Catarina Clares, levar esse debate nas escolas é relevante pois trabalha o enfrentamento e a prevenção da violência doméstica. Ela revelou que, muitas vezes, ao abordar o tema nas escolas, acaba havendo denúncias, por viverem em um ambiente “tóxico e violento”. “Quando eles não têm muito conhecimento sobre o tema, eles acabam reproduzindo esse tipo de comportamento violento. Então, é importante falar sobre a Lei Maria da Penha, os tipos de violência, e como ela acontece”, disse.
“Esse é um trabalho de multiplicação. Quando chegamos à uma escola e ensinamos aos adolescentes o que é a violência doméstica familiar e quais as consequências para a vida daquelas pessoas, isso é um trabalho multiplicador, pois eles vão passar a informação a diante”, observou.
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MULHERES QUILOMBOLAS
A equipe da PEM da Alece foi ainda, na manhã desta quarta-feira, ao Quilombo do Evaristo, no município de Baturité. Lá foi realizada uma roda de conversa com mulheres quilombolas.
A advogada da Procuradoria, Tharrara Rodrigues, observou a necessidade de fortalecer o diálogo com as comunidades tradicionais, sobretudo para as mulheres desses grupos. Segundo ela, as mulheres também sempre tiveram o protagonismo frente às lutas dos povos tradicionais, sejam quilombolas ou indígenas.
“Muitas mulheres são lideranças e têm esses papeis sociais dentro das comunidades, de condução e gestão, por vezes, de forma tradicional, simples, mas que transmitem o conhecimento ancestral e, sobretudo, a resistência que vemos. As mulheres são forças políticas e precisamos chegar à elas dando assistência, enquanto procuradoria”, avaliou a advogada.
As atividades da Procuraria nesta quarta-feira serão encerradas já no período da noite com uma roda de conversa sobre relacionamento abusivo. O tema será abordado pela procuradora da Mulher Lia Gomes (PDT) e deve contar ainda com a participação do presidente da Alece, deputado Evandro leitão( PDT).
Edição: Clara Guimarães
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