Concursados da segurança se reúnem com deputados e pedem cumprimento da lei de cotas
Por Lincoln Vieira28/10/2025 14:19 | Atualizado há 5 meses
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Uma comissão de deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), composta por Guilherme Sampaio (PT), David de Vasconcelos (PL) e Sargento Reginauro (União), recebeu, nesta terça-feira (28/10), representantes dos concursados da Polícia Militar (PM-CE), Polícia Civil (PC-CE) e Corpo de Bombeiros do Ceará (CBMCE) dos certames realizados em 2025. Eles denunciaram descumprimento da Lei de Cotas e pediram apoio dos parlamentares para diálogo junto ao Governo do Estado.
Conforme o representante dos concursados, Lucas de Paulo Teixeira, a Universidade Estadual do Ceará (Uece), organizadora dos concursos, não cumpriu a Lei de Cotas nos concursos, ao retirar da lista candidatos negros que obtiveram notas para a ampla concorrência, deslocando-os para a lista de cotas raciais.
“O que nós queremos é o chamamento correto e a aplicação da Lei de Cotas porque a Uece restringiu a convocação. Esse erro foi repetido também no concurso da Polícia Civil e dos Bombeiros. Foram 92 candidatos prejudicados no concurso dos Bombeiros; na Polícia Civil, 356 e na PM, mais de 400 candidatos prejudicados”, enumerou.
O líder do Governo na Alece, deputado Guilherme Sampaio (PT), prometeu articular a demanda junto ao Governo do Estado. O parlamentar assegurou que vai discutir junto à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para evitar prejuízos aos candidatos.
“Podem ter certeza de que o governador Elmano de Freitas é a favor da lei de cotas. Eu vou fazer a interlocução junto ao Governo para evitar uma possível judicialização do concurso, que é a pior situação tanto para os candidatos como para o Governo do Estado”, garantiu.
Já o deputado David Vasconcelos (PL) ressaltou que a reunião foi satisfatória. Para ele, a Lei de Cotas tem que ser cumprida, e os candidatos têm que ser convocados pelo Governo do Estado.
“O Guilherme Sampaio se comprometeu que vai nos trazer uma resposta. A Lei de Cotas foi aprovada nos governos do PT e não está sendo respeitada pelo governo do próprio PT. Não podemos deixar os candidatos de fora, eles têm que ser chamados. O Guilherme entendeu que isso não é algo para resolver daqui a uma semana ou daqui a um mês, mas tem que ser o mais rápido”, cobrou.
Já o deputado Sargento Reginauro (União) afirmou que vai torcer para o Governo solucionar a demanda dos candidatos. Conforme o parlamentar, a judicialização do concurso não é de interesse do Poder Executivo.
“Vamos torcer que os encaminhamentos tragam bons retornos, porque a judicialização do concurso é ruim para o Governo, que quer melhorar a situação da segurança com o aumento do efetivo, porque quem sai perdendo são de fato todos os envolvidos, inclusive o Governo”, salientou.
Edição: Clara Guimarães
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