Lei reconhece Juazeiro do Norte como Capital da Fé do Ceará
Por Amanda Andrade*15/01/2026 11:01 | Atualizado há 2 meses
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O município de Juazeiro do Norte passou a ser oficialmente reconhecido como a Capital da Fé do Estado do Ceará. O título foi instituído pela Lei nº 19.493/2025, originada de projeto de lei nº 607/25, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e sancionada pelo governador Elmano de Freitas (PT) em 2025.
A nova legislação reconhece a relevância de Juazeiro do Norte como um dos principais centros de peregrinação religiosa do Ceará, marcada pela fé em Padre Cícero Romão Batista, figura central da religiosidade popular e símbolo da identidade cultural da região do Cariri. A lei também institui o dia 24 de março como o Dia da Capital da Fé do Estado do Ceará, em alusão à data de nascimento do sacerdote, incluindo a celebração no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Estado.
Autor da proposta, o deputado Davi de Raimundão (MDB), destaca que o reconhecimento vai além do aspecto simbólico e reflete uma realidade já vivenciada pela população local e pelos milhares de fiéis que visitam o município ao longo do ano. “Juazeiro do Norte possui relevância histórica, cultural, religiosa e social para a devoção popular, consolidando-se como um espaço de fé que atravessa gerações e mantém viva uma das mais fortes expressões da religiosidade do povo cearense”, ressalta o parlamentar.
Foto: Dário Gabriel
Além do valor cultural e espiritual, o projeto reconhece a fé como elemento estruturante da vida social do município. A dinâmica das romarias, das celebrações religiosas e das manifestações populares contribui para o fortalecimento do comércio, dos serviços e das atividades ligadas ao turismo religioso, que integram o cotidiano da cidade e da região do Cariri, pontua o parlamentar.
Em sua justificativa para a iniciativa, o parlamentar lembra que a presença de romeiros na cidade mobiliza uma grande estrutura. “Essa movimentação intensa exige uma estrutura preparada, que inclui desde a rede hoteleira até uma ampla logística de atendimento aos fiéis, promovida pelo poder público municipal, com postos de saúde, serviços médicos e acolhimento social”, explica o deputado.
A proposta também enfatiza que milhares de famílias vivem diretamente da fé, entre vendedores ambulantes, artesãos, taxistas, além do comércio local e daqueles que trabalham como guias dos romeiros. “O artesanato sacro e popular, os cordéis, os objetos devocionais e a culinária típica são expressões diretas da força cultural e espiritual da cidade”, justifica Davi de Raimundão.
Para a presidente da Fundação Memorial Padre Cícero (FMPC), Teresa Maria, o título de Capital da Fé apenas formaliza um reconhecimento que já existe há mais de um século na vivência dos romeiros e da população local. “Juazeiro do Norte há mais de 100 anos já garantiu esse status de capital da fé, porém o reconhecimento só veio agora. Para o romeiro e para os devotos, esse título não é apenas honorífico”, afirma.
Segundo ela, a centralidade do Padre Cícero explica não apenas a dimensão religiosa, mas também o desenvolvimento histórico e econômico do município. “O Padre Cícero é a figura central de tudo que ocorreu no Juazeiro e inclusive do progresso que esta cidade vem tendo. Juazeiro se tornou um santuário a céu aberto e recebe milhões de romeiros e visitantes”, observa.
Além do valor cultural e espiritual, o projeto reconhece a fé como elemento estruturante da vida social do município. A dinâmica das romarias, celebrações religiosas e manifestações populares contribui para o fortalecimento do comércio, dos serviços e das atividades ligadas ao turismo religioso, que integram o cotidiano da cidade e da região do Cariri.
Segundo apontado pelo projeto, a presença de romeiros na cidade mobiliza uma grande estrutura. “Essa movimentação intensa exige uma estrutura preparada, que inclui desde a rede hoteleira até uma ampla logística de atendimento aos fiéis, promovida pelo poder público municipal, com postos de saúde, serviços médicos e acolhimento social”, explica o deputado.
A proposta também enfatiza que milhares de família vivem diretamente da fé, entre vendedores ambulantes, artesãos, taxistas, além do comércio local e daqueles que trabalham como guia dos romeiros. “O artesanato sacro e popular, os cordéis, os objetos devocionais e a culinária típica são expressões diretas da força cultural e espiritual da cidade”, justifica Davi de Raimundão.
A presidente da FMPC concorda com a visão do deputado. Teresa Maria destaca ainda que o turismo religioso funciona como um motor produtivo da economia local. “O desenvolvimento econômico se concretiza por conta da visitação. A economia gira em torno das romarias, e muitas famílias dependem diretamente delas, seja na venda de artigos religiosos, artesanato, alimentos ou na prestação de serviços”, pontua.
Na avaliação da presidente da Fundação, o reconhecimento estatal fortalece não apenas o turismo, mas também a preservação da memória e da identidade cultural de Juazeiro do Norte. Ela acrescenta que iniciativas institucionais como a lei ajudam a assegurar que o crescimento urbano e econômico do município não apague suas raízes. “A lei não cria a identidade de Juazeiro, mas garante que a modernização da cidade não atropele a tradição. Mesmo com novos prédios e indústrias, Juazeiro continua sendo a terra do Padim Ciço”, enfatiza.
A atuação da Fundação Memorial Padre Cícero, segundo Teresa Maria, é parte fundamental desse processo de preservação. “Aqui no museu estão guardadas peças que pertenceram ao Padre Cícero. O romeiro vem, reza, chora diante dessas memórias. Isso é uma memória viva que fortalece o turismo religioso e solidifica ainda mais a devoção ao Padre Cícero”, conclui.
Edição: Clara Guimarães
*Estagiária sob supervisão da editora Clara Guimarães
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