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Encruza nas Escolas: Comitê da Alece dialoga com estudantes de ensino médio sobre violência de gênero

Por ALECE
20/03/2026 14:06 | Atualizado há 2 semanas

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- Foto: Divulgação

O mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher (08/03), tem sido um período de diálogos sobre lutas, protagonismo feminino e prevenção das violências na EEM Dona Júlia Alves Pessoa, no bairro Bom Jardim. Como parte das atividades, o Comitê de Prevenção e Combate à Violência, da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), foi convidado para um encontro com mais de 100 estudantes do 1º ano do ensino médio, realizado na quarta-feira (18/03).

A partir de recursos da metodologia Encruza nas Escolas, a articuladora comunitária Franciane Santos conduziu o momento, tecendo perguntas e provocações para estimular o envolvimento dos jovens com o tema. Ao questionar “vocês já presenciaram alguma situação de violência contra a mulher?”, a resposta veio em coro: sim.

Fran destaca que o diálogo foi pensado para envolver meninas e meninos no enfrentamento à violência, reconhecendo que cada um tem um papel fundamental na transformação dessa realidade. Para ela, a escola se torna um espaço de escuta, reflexão e ação coletiva.

“Em um cenário alarmante, marcado pela escalada de discursos de ódio, feminicídios e aumento da violência sexual contra meninas e mulheres, especialmente da população negra e LGBTQIA+, falar de gênero e raça na escola também se torna um ato de proteção”, contextualiza. “Uma escola que acolhe, orienta e aciona a rede no momento certo pode mudar o destino de crianças e adolescentes”, reforça.

A Encruza constitui uma metodologia inspirada em autores como Nego Bispo, Leda Maria Martins e Paulo Freire, buscando fortalecer os diálogos institucionais e a cultura de prevenção e proteção contra a violência na rede pública de ensino. “Fazemos isso junto aos estudantes e à comunidade escolar, abrindo caminhos pedagógicos e comunitários para desenvolver ações de prevenção às diversas violências que atravessam o universo escolar”, explica Franciane Santos.

O coordenador da escola, Luã Rodrigues, destaca que as atividades buscam envolver meninas e meninos de forma ativa no diálogo. “Nosso objetivo é alertar as meninas, mas, sobretudo, conscientizar os meninos sobre seu papel na prevenção das violências”, afirma. 

Já a estudante Maria Susana Sousa, 15 anos, chama atenção para o fato de que as violências contra meninas e mulheres também se manifestam nas redes sociais, ampliando riscos e impactos. Para ela, iniciativas como a Encruza nas Escolas são fundamentais para informar e mobilizar os jovens. “É um tema que precisa ser discutido nas escolas, porque faz parte da nossa realidade e muitas vezes acontece perto da gente, inclusive na internet”, ressalta.

Da Redação/Com Assessoria

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