Psicopedagoga destaca tratamento precoce de pessoas com autismo no Conexão Alece
Por Gleydson Silva23/03/2026 12:27 | Atualizado há 1 hora
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O Conexão Alece, programa multiplataforma da Alece FM, recebeu, nesta segunda-feira (23/03), a psicopedagoga Daniela Botelho, que destacou a importância do diagnóstico precoce e das terapias no desenvolvimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com Daniela Botelho, pessoas que estão dentro do espectro autista podem, a depender do seu nível de suporte, apresentar dificuldade de concentração, de comunicação, fala e até de mobilidade. “Há três níveis: do um ao três. O médico avalia e enquadra a pessoa dentro de um desses três níveis. Não necessariamente a pessoa vai viver a vida toda dentro daquele nível. Por exemplo, minha filha foi diagnosticada com autismo severo, o nível três, mas hoje ela já está no nível dois. Com o passar dos anos, com as terapias e as intervenções precoces, ela desenvolveu muito”, afirmou.
Das terapias mais comuns após o diagnóstico, Daniela Botelho destaca as de fonoaudiologia, psicologia, psicomotricidade e, em alguns casos, fisioterapia. “Quanto mais essas crianças tiverem esses atendimentos, mais elas irão evoluir. Com o passar dos anos, esse tratamento terapêutico muda, pois elas podem evoluir e isso muda o plano terapêutico dela, que é o que toda família quer”, observa.
A sensibilidade para entender quando uma criança tem alguma particularidade é necessária para um acompanhamento precoce. Segundo a psicopedagoga, a restrição na fala, a falta de “um olhar compartilhado”, comportamentos repetitivos, isolamento e outras atitudes podem indicar algum transtorno de desenvolvimento.
“Se notar algo diferente, o quanto antes você entrar com uma intervenção precoce, mesmo que não seja autismo, mais rapidamente a criança vai sair daquela característica. E se for, também é muito importante pelo desenvolvimento que a criança terá”, alertou.
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Foto: Bia Medeiros
Daniela Botelho é fundadora da Associação Fortaleza Azul (FAZ), iniciativa que atua na defesa dos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com ações de apoio às famílias e na conscientização da sociedade. A psicopedagoga lembrou que ela e outras seis mães de crianças com autismo se uniram para fundar a associação a fim de acolher outras mães que estão na mesma situação sem apoio.
“Além do trabalho que a gente faz com crianças e adultos, também damos uma atenção a quem cuida. Às vezes, fazemos café da tarde para essas mães, massagem, maquiagem para incentivá-las a cuidar de si mesmas. As mães precisam desse olhar. Algumas só cortam o cabelo nessa ação por não ter com quem deixar a criança”, relata.
Daniela relatou que ainda há muito preconceito com pessoas com autismo e outras condições, mas chamou atenção para a responsabilidade dos pais para ensinar as crianças a acolher quem é diferente de si. “As crianças não são preconceituosas, mas os pais são. É preciso que os pais ensinem os filhos a respeitar os colegas e outras pessoas”, disse.
Você pode acompanhar a entrevista completa da psicopedagoga Daniela Botelho, concedida à jornalista Kézya Diniz, na qual ela fala também sobre os desafios de quando a filha recebeu o diagnóstico, sobre o suporte na rede de saúde pública, a realidade de pessoas fora dos centros urbanos e outros temas, no vídeo abaixo da transmissão no YouTube.
CONEXÃO ALECE
Produzido por Kássia Braga e apresentado por Kézya Diniz, o Conexão Alece pode ser acessado no Alece Play, plataforma de vídeo disponível para download no Google Play, em celulares Android, ou acessada pelo navegador no celular, tablet, computador e smart TV.
O programa vai ao ar às segundas-feiras, na Alece FM e no YouTube, a partir das 8h, com reprises na Alece TV às 20h30. Além disso, fica disponível em formato de podcast nas principais plataformas de áudio: Spotify, Deezer, e Apple Podcasts.
Edição: Vandecy Dourado
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