Alece realiza seminário para promover inclusão, autonomia e qualidade de vida para pessoas com T21
Por Guilherme de Andrade31/03/2026 15:21 | Atualizado há 3 horas
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A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) promoveu, na tarde desta terça-feira (31/03), o seminário “Síndrome de Down - Superando Barreiras, Desenvolvendo Potencialidades e Promovendo Autonomia em Pessoas com T21”. O evento aconteceu no auditório Murilo Aguiar, localizado no Anexo I da Casa, por meio de iniciativa do Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi).
O momento reuniu especialistas, colaboradores do Ciadi, famílias e instituições engajadas na promoção dos direitos e da inclusão de pessoas com síndrome de Down. A programação foi composta por uma feira com empreendedores, roda de conversa, além de palestras temáticas, ministradas por diferentes profissionais.
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A assessora de Gestão de Saúde e Assistência Social do DSAS, Ana Alice Falcão, reforçou a necessidade de dar oportunidade para as famílias com T21. Foto: Marcos Moura
A assessora de Gestão de Saúde e Assistência Social do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Alece, Ana Alice Falcão, ressaltou a alegria de promover, mais uma vez, a inclusão e o respeito, além de oportunidades para pessoas e famílias com T21.
“Essa Casa é um espaço de diálogo, de oportunidade e também de atenção à saúde. Esse espaço traz um cenário de fortalecimento, para que a gente entenda que a diversidade é plural, é ímpar e necessária para o crescimento da sociedade e da coletividade”, declarou.

O neuropediatra do Ciadi, André Manganelli, falou sobre aspectos do desenvolvimento de pessoas com T21. Foto: Marcos Moura
Uma das quatro palestras desta tarde foi ministrada pelo médico André Manganelli, neuropediatra que atua no Ciadi. Ele abordou os avanços científicos no que diz respeito à compreensão da Trissomia 21 e ao desenvolvimento de tratamentos e intervenções mais qualificadas.
“A gente apresentou atualizações científicas, algo de forte relevância para informar todo o processo evolutivo do transtorno e o que tem de perspectivas futuras dentro da medicina e da terapia”, explicou André. O especialista também apresentou números sobre a T21 e revelou que a “sobrevida tem aumentado”, ou seja, “as pessoas estão vivendo mais com a síndrome”. Em contrapartida, afirmou que “as mulheres estão engravidando um pouco mais tarde, o que é um fator de risco para a síndrome de Down”, completou.
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O evento contou com uma roda de conversa sobre representatividade. Foto: Marcos Moura
Em seguida, aconteceu uma roda de conversa sobre mercado de trabalho e representatividade, conduzida pela psicopedagoga Luciana Bem, profissional do Ciadi. O momento reuniu a atleta de natação de competições paralímpicas Marina Timbó, que também atua como atriz, modelo e atualmente é auxiliar administrativa na Alece, além de ser Embaixadora da Inclusão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE Ceará); pela empreendedora e mãe de Mathias, criança com T21, Glauciene Martins Ferreira; e pela presidente da Fortaleza Down, mãe de Lara e Lívia e estudante de Terapia Ocupacional pela Universidade de Fortaleza (Unifor), Shirley Chaves.
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A orientadora da Célula de Atendimento em Síndrome de Down do Ciadi, Nádia Rocha, defendeu mais espaços para pessoas com T21. Foto: Marcos Moura
Para Nádia Rocha, orientadora da Célula de Atendimento em Síndrome de Down do Ciadi, a experiência foi proveitosa e exitosa, promovendo muita reflexão. “A gente percebeu realmente que cada vez mais a nossa sociedade precisa, sim, de informações, precisa fomentar cada vez mais espaços de possibilidades para pessoas com síndrome de Down, e cada vez mais incluir essas pessoas”, encerrou.
Outros temas abordados no evento foram “Cinoterapia”, “Educação Inclusiva e Práticas Pedagógicas” e “Da Infância ao Envelhecimento: Qualidade de Vida no T21”.
CIADI
O Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) foi criado em 2021 para oferecer acompanhamento para crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) e crianças com trissomia do 21 (T21), a síndrome de Down.
Edição: Vandecy Dourado
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