Rodovias, gestão estadual e licitação em Sobral marcam os debates desta quarta
Por Ariadne Sousa, Luciana Meneses e Ricardo Garcia29/04/2026 11:58 | Atualizado há 7 horas
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Na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), os parlamentares utilizaram a tribuna para debater a manutenção das rodovias estaduais, a gestão do Governo do Estado e a contratação de empresa para coleta de lixo no município de Sobral. Os pronunciamentos foram durante os tempos destinados à ordem do dia e às explicações pessoais, desta quarta-feira (29/04).
Na ordem do dia, o deputado Felipe Mota (União) questionou a Secretaria de Obras Públicas (SOP) sobre a situação das estradas e rodovias estaduais e alertou que a manutenção dos trechos é essencial para garantir a segurança das vias. Ele lembrou o fato ocorrido na CE-025, no Porto das Dunas, na última segunda-feira (27/04), quando o asfalto cedeu e causou a morte de um motociclista. “O que aconteceu em Aquiraz é um registro de que precisamos ter um cuidado maior”, alertou.
O deputado Cláudio Pinho (PSDB) também falou na ordem do dia e criticou a gestão do governador do Ceará, Elmano de Freitas. “É um governo que não tem marca, que se apropria das conquistas dos governos passados. O governador Elmano enfrenta esse desgaste político por não ter uma marca de entregas, de realizações, que passe confiança para a sociedade. Até hoje, ele precisa de ‘muleta’, do presidente Lula, do senador Camilo Santana, para se consolidar como um candidato à sucessão, dentro do próprio partido”, apontou.
Já a deputada Lia Gomes (PSB) usou o tempo de explicações pessoais para questionar o processo de licitação realizado no município de Sobral para a contratação da empresa responsável pela coleta de lixo, classificando-o como “licitação de cartas marcadas”. Segundo a parlamentar, a contratada teria ficado em 8º lugar, entre as concorrentes. “A empresa que cobrava mais caro pelo serviço foi a selecionada. E, pasmem, a mesma ainda utilizará os 15 carros de coleta da prefeitura, mas a manutenção e o abastecimento dos veículos continuarão sob responsabilidade da prefeitura. A empresa embolsará R$ 20 milhões por ano do povo e só arcará com o salário de seus funcionários”, relatou.
Edição: Gleydson Silva
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