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Dra. Silvana apresenta projeto para ampliar vagas de residência em Psiquiatria

Por Odara Creston
06/05/2026 11:03 | Atualizado há 56 minutos

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Deputada Dra. Silvana (PL) Deputada Dra. Silvana (PL) - Foto: José Leomar

A deputada Dra. Silvana (PL) deu detalhes sobre um projeto de indicação, de autoria da parlamentar, que propõe a ampliação das vagas de residência em Psiquiatria e o fortalecimento da rede estadual de assistência psiquiátrica diante do aumento das taxas de suicídio entre adolescentes. A fala foi feita no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (06/05). 

Sobre a temática da proposta, que será protocolada para iniciar tramitação na Casa, a parlamentar alertou que a depressão é uma “enfermidade real, que exige tratamento médico e psicológico especializado, combatendo o preconceito de que o problema seria puramente espiritual", afirmou a vice-líder do Partido Liberal na Casa.

A parlamentar também destacou a influência negativa das redes sociais na saúde mental dos jovens. “Infelizmente, a campanha do Setembro Amarelo não tem sido suficiente para abarcar a dimensão desse problema de saúde pública”, afirmou. Como medida, a parlamentar propôs um projeto para “duplicar ou triplicar” as vagas de residência em Psiquiatria nas unidades de saúde do Ceará. “O Estado precisa atuar de forma efetiva e ativa no combate ao suicídio”, comentou.

Ela solicitou atenção à proposta, com o objetivo de viabilizar "políticas públicas mais eficazes" para a proteção de jovens e para as comunidades indígenas, que, segundo ela, enfrentam índices ainda mais elevados. A deputada citou dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) segundo os quais a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos é de 31,2 casos por 100 mil habitantes. Entre jovens indígenas, o cenário é ainda mais grave, com taxa que chega a 62,7 casos por 100 mil habitantes.

Em aparte, o deputado Missias Dias (PT) reforçou a preocupação com os impactos do ambiente virtual e defendeu a necessidade de regulamentação para proteger os jovens. “No mundo virtual, nas plataformas em que nossos jovens estão, há um bombardeio de informações, muitas vezes sem origem clara. Esse é um tema que exige a atenção de todos nós, pois o nosso futuro está na juventude; se não cuidarmos dela, teremos uma sociedade adoecida”, afirmou.

Edição: Vandecy Dourado

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