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Heitor Férrer comenta possibilidade de greve dos técnicos de enfermagem do Estado

Por Narla Lopes
21/05/2026 11:15 | Atualizado há 1 hora

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Deputado Heitor Férrer (PSDB) Deputado Heitor Férrer (PSDB) - Foto: Júnior Pio

O deputado Heitor Férrer (PSDB) demonstrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quinta-feira (21/05), preocupação com a possibilidade de greve de técnicos de enfermagem da rede pública estadual. O parlamentar também criticou o modelo de contratação de profissionais de saúde por meio de cooperativas.

Segundo o vice-líder do PSDB na Alece, mais de 1.900 técnicos de enfermagem podem paralisar as atividades devido à redução no valor da hora trabalhada. De acordo com ele, a atual cooperativa responsável pelo serviço paga R$ 12,37/hora aos profissionais, enquanto a nova cooperativa contratada pelo Governo passaria a remunerar a categoria com R$ 10,34/hora.

“Uma perda salarial desse contrato, de R$ 12 para R$ 10 a cada hora. Ao longo do mês, isso é uma diferença significativa, uma diferença que maltrata, que judia”, criticou.

Heitor Férrer alertou para os impactos da paralisação no funcionamento das unidades de saúde do Estado. “A atividade de saúde é tão complexa, que basta o setor de limpeza de um posto de saúde, de uma UPA ou de um hospital não estar presente e todo o tratamento do paciente fica comprometido”, afirmou.

O parlamentar destacou ainda a importância dos técnicos de enfermagem no atendimento hospitalar e demonstrou preocupação com a assistência aos pacientes internados. “São os técnicos de enfermagem que vão administrar, que vão aplicar a medicação aos pacientes. Sem esses técnicos, nada funciona no hospital”, ressaltou.

Para o deputado, o Governo do Estado precisa intervir para evitar prejuízos aos trabalhadores e à população. “Os técnicos de enfermagem têm que ter a proteção do Estado. Eles não podem ficar à mercê da perversidade de uma cooperativa”, declarou.

Heitor Férrer também defendeu a realização de concurso público para a área da saúde e criticou a terceirização dos serviços. Segundo ele, o atual modelo precariza as condições de trabalho dos profissionais.

Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PSDB) também criticou a terceirização dos serviços de saúde e relatou redução no valor dos plantões da enfermagem no Hospital Geral de Fortaleza (HGF). 

Edição: Vandecy Dourado

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