Neurologista João José Carvalho esclarece dúvidas sobre enxaqueca no Conexão Alece
Por Ricardo Garcia25/05/2026 09:55 | Atualizado há 1 minuto
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O Conexão Alece, programa multiplataforma da Alece FM (96,7 MHz), desta segunda-feira (25/05), abordou sinais de alerta e tratamentos para cefaleias, sobretudo a enxaqueca. Em entrevista à jornalista Kézya Diniz, o neurologista João José Carvalho destacou que a dor de cabeça é a principal causa de doenças no mundo, trazendo uma “péssima qualidade de vida” para milhões de pessoas.
Segundo o médico, há uma classificação internacional de dores de cabeça, que apresenta todos os critérios diagnósticos para se definir os 200 tipos de dores de cabeça existentes. “É um instrumento muito importante porque disciplina essas dores, com os mesmos parâmetros para qualquer lugar do mundo”, avaliou.
Entre as dores classificadas, o neurologista citou a enxaqueca como uma das mais comuns, esclarecendo dúvidas a respeito dela. De acordo com o profissional, a enxaqueca é uma doença biológica, genética e hereditária que, periodicamente, ativa várias áreas cerebrais, incluindo a área da dor, e depois desativa. Segundo ele, a cada vez que esse processo acontece, é desencadeada uma crise.
“É uma doença que não depende de comida, bebida, estresse ou menstruação, no caso das mulheres, para se manifestar, pois é algo biológico. A maioria das pessoas não tem ideia disso e fica tentando encontrar explicações para as dores, mas a enxaqueca não é uma dor qualquer, sendo a cefaleia que mais leva pessoas ao médico”, ressaltou.
João José Carvalho relatou que estudos apontam que são registradas por volta de três mil crises de enxaqueca por cada milhão de habitantes. “Todos os dias na Grande Fortaleza, por exemplo, nove mil pessoas apresentam crises de enxaqueca, e desse quantitativo, entre 15% e 20% procuram as emergências médicas para tratar essas crises”, assinalou.
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Foto: Bia Medeiros
Para o neurologista, a enxaqueca tem um profundo impacto na vida das pessoas, que muitas vezes não se dão conta. “Um estudo canadense já mostrou que 80% das pessoas com enxaqueca se queixam de interferências da doença em suas vidas pessoais, familiares, conjugais, sexuais, sociais e produtivas”, alertou.
O médico reforçou ser importante focar mais no controle do que na cura da doença. “Existe controle da doença para a grande maioria das pessoas. O que faz a diferença no tratamento é você modular o que acontece no cérebro do indivíduo o mais rápido possível”, pontuou.
Ele salientou que o tratamento pode ser feito de duas formas, ou por meio de medicações que diminuem a instabilidade cerebral, ou bloqueando um neurotransmissor específico do cérebro. “A enxaqueca manda vários sinais antes de se manifestar a partir da dor. Se você aprende a identificar e a decodificar esses sinais, você vai ser capaz de tratá-la precocemente. O que muitos pacientes fazem é só tratá-la quando a dor está muito forte ou se automedicarem, o que não é recomendável”, reforçou.
Assista à entrevista completa no YouTube da Alece FM:
SERVIÇO
Produzido por Kássia Braga e apresentado por Kézya Diniz, o Conexão Alece pode ser acessado no Alece Play. A novidade já pode ser baixada no Google Play, em celulares Android, ou acessada pelo navegador no celular, tablet, computador e smart TV.
O programa vai ao ar às segundas-feiras, na Alece FM e no YouTube, às 8h, com reprises na Alece TV às 20h30. Além disso, fica disponível em formato de podcast nas principais plataformas de áudio: Spotify, Deezer e Apple Podcasts.
Edição: Vandecy Dourado
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