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Adoção ganha visibilidade em caminhada com participação da Alece e outras entidades

Por Luciana Meneses
25/05/2026 12:55 | Atualizado há 1 dia

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Diversas entidades participaram da ação na Beira-Mar de Fortaleza Diversas entidades participaram da ação na Beira-Mar de Fortaleza - Foto: José Leomar

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) integrou a lista de representantes de órgãos públicos e grupos da sociedade civil que participaram da 2ª Caminhada da Adoção de Fortaleza no último sábado (23/05), na Avenida Beira-Mar. A ação foi promovida pelo Coletivo Coppa (Coletivo de Pais e Pretendentes à Adoção) em parceria com o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em alusão ao Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio.

Com o objetivo de dar visibilidade às crianças e adolescentes acolhidos e aos pretendentes à adoção, a caminhada teve como finalidade promover a conscientização sobre a importância do acolhimento familiar e do fortalecimento dos vínculos afetivos. Além disso, o evento destacou o papel transformador da adoção na garantia de direitos e na construção de novos laços familiares.

Primeira-dama da Alece, Tainah Marinho Aldigueri, reafirmou o compromisso do Legislativo com a causa. Foto: José Leomar

Representando o Comitê de Responsabilidade Social da Casa, a primeira-dama da Alece, Tainah Marinho Aldigueri, ressaltou que a caminhada simboliza uma das formas mais legítimas de luta por crianças e adolescentes. “Estamos aqui para falar de adoção, para fortalecer essa causa e cobrar mais celeridade e humanização nesse processo. Nossa admiração por todos os coletivos que apoiam essa causa é imensa e nossa presença aqui reafirma o apoio da Assembleia Legislativa a essas crianças e às famílias pretendentes”, ressaltou.

Famílias reivindicaram mais atenção às autoridades. Foto: José Leomar

Presidente da Coppa, Jéssica Helen frisou que o principal objetivo da ação é que essas crianças e adolescentes que estão crescendo em abrigos sejam vistas, bem como mostrar que os pretendentes à adoção também são muitos. “Estamos aqui para cobrar mais agilidade nesses processos, e a caminhada faz o seu papel de chamar atenção. Nessa segunda caminhada, já vemos um público maior, o que nos anima muito e mostra que foi uma decisão correta. Geralmente, um processo de adoção dura de quatro a cinco anos, muito tempo se passando porque os prazos não são cumpridos. A prioridade nesses casos é justa e totalmente necessária”, cobrou. 

Presente no evento, o promotor da 12ª Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude, Dairton Oliveira, afirmou que mais de mil crianças no Ceará vivem em acolhimentos e que existem mais de mil famílias pretendentes na fila para adoção. “Falta celeridade nesses prazos legais. Inúmeras crianças passam toda a infância em um abrigo quando poderiam já estar em um lar com famílias que tanto esperaram por elas. Se esses prazos forem respeitados e cumpridos, poderemos garantir uma infância e adolescência feliz para muitos deles”, defendeu. 

Promotor de Justiça, Dairton Oliveira, defendeu celeridade nos processos de adoção. Foto: José Leomar

Pretendente a adoção, Fábia Rodrigues enxerga a caminhada como uma oportunidade de encorajar famílias que têm vontade de adotar, mas não têm informação sobre. “Vemos muito tabu sobre a adoção e estar aqui traz força para esse movimento, quebra preconceitos e gera interesse nas famílias que têm a vontade ali, mas que acaba desistindo por questões burocráticas ou por não compreender bem como acontece esse processo”, opinou.

Edição: Vandecy Dourado

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