Assembleia e Uece realizam reunião com municípios sobre capacitação de rendeiras
Por ALECE13/07/2023 17:35 | Atualizado há 9 meses
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A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, por meio do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégico, e a Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizaram, nesta quinta-feira 13/07), uma reunião virtual com municípios cearenses, para sensibilizar os participantes sobre o projeto de empregabilidade e capacitação de mulheres rendeiras, fruto de uma parceria entre a Uece e o Poder Legislativo estadual.
Participaram as primeiras-damas e secretários de educação, turismo e assistência social de municípios dos litorais Leste, Oeste e Norte, abrangendo 18 municípios do litoral cearense. Serão treinadas 720 mulheres, distribuídas em 18 turmas de 40 vagas, em um curso de 160 horas, que será ministrado em quatro módulos de 40 horas. Os recursos para a realização do projeto são da ordem de R$ 1,1 milhão, oriundos do Governo Federal, por meio do Pronatec.
A proposta contempla a participação dos seguintes municípios: Aquiraz, Cascavel, Beberibe, Fortim, Aracati e Icapuí, no Litoral Leste e Paracuru, Paraipaba, Trairi, Amontada e Itapipoca, no Litoral Oeste, além de Itarema, Acaraú, Cruz, Jijoca de Jericoacoara, Chaval, Camocim e Barroquinha, no Litoral Norte. Segundo a secretária executiva do Conselho, Luiza Martins, a capacitação terá como público alvo mulheres que frequentam a Educação de Jovens e Adultos (EJA), as jovens consideradas “nem-nem” (as que não estudam e não trabalham) e as beneficiárias do Programa de Atenção Integral à Família (PAIF) e do Programa de Proteção e Atendimento Especializado à Famílias e Indivíduo. A ideia é criar oportunidade de formação profissional em artesanias para esses grupos.
“A nossa previsão é iniciar o curso em setembro. “Essa capacitação é também uma iniciativa de combate à fome, diagnóstico territorial e inclusão das mulheres”, explica.
Dentre as disciplinas programadas para o curso constam design, modelagem/desenho, práticas motivacionais, precificação/gestão e marketing. Terão também aulas prática.
Durante a reunião, foi solicitado que os municípios realizassem uma seleção prévia das alunas que poderão participar da capacitação. Um dos requisitos para participação no curso é ter a escolaridade mínima do ensino fundamental incompleto. A contrapartida dos municípios será o transporte das alunas, a oferta das salas de aula e a indicação de um coordenador local, que será remunerado pelo projeto, e acompanhará o desenvolvimento da capacitação.
O artesanato cearense movimenta uma economia de grande atividade no estado. O turismo atrelado à rede de artesãos gera emprego e renda para aqueles que trabalham diretamente e indiretamente no ramo, mantendo muitas famílias, além de promover a imagem cultural do Ceará para o mundo.
Luiza ressalta que as pessoas que trabalham com atividades ligadas ao artesanato local dispõem de poucas condições de inserção na economia ativa, seja pelas dificuldades inerentes à construção da cadeia produtiva até a identificação de mercados consumidores, seja porque é uma população com baixa escolaridade. “Nossa ideia, ao final da capacitação, é propor a criação de uma Escola de Artesania para o estado do Ceará”, planeja.
Da Redação/com Assessoria
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