Audiência discute problemas estruturais da Ceasa de Maracanaú
Por ALECE11/12/2014 21:17 | Atualizado há 10 meses
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A Assembleia Legislativa realizou, na manhã desta quinta-feira (11/12), audiência pública para discutir a infraestrutura e as taxas cobradas pela Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa/Ceará). O evento aconteceu no auditório Marcílio Freitas, localizado na Ceasa de Maracanaú, e contou com a participação dos deputados Fernanda Pessoa (PR) - autora do requerimento - e Hermínio Resende (Pros), presidente da Comissão de Agropecuária da Casa.
A deputada Fernanda Pessoa enfatizou a necessidade de captar recursos para a reforma da Ceasa de Maracanaú. Segundo ela, o projeto já existente prevê um gasto de R$ 93 milhões para a obra. Se forem realizados somente reparos na estrutura física, o valor cai para R$ 30 milhões. “A Ceasa é como se fosse uma cidade, com problemas de segurança, limpeza, estrutural. As edificações são muito antigas, de 42 anos atrás”, ressaltou a parlamentar. Ela lembra que isso interfere na qualidade do alimento que é distribuído em todo o Estado.
O presidente da Ceasa/CE, Reginaldo Costa Moreira, apresentou os investimentos feitos na instituição, como: mais de R$ 72 mil gastos em manutenção até outubro; investimento de R$ 590 mil na substituição de peças dos galpões, calha e troca de telhas de amianto por material produzido com aço; recuperação do asfalto vias internas; entre outros.
O permissionário João Batista Nobre reclamou da insegurança no local e disse já ter sido assaltado no interior da Ceasa. Já o presidente do Sindicato Comercial Hortifrutigranjeiro da Ceasa, Manoel Messias de Lima também criticou a qualidade do serviço ofertado no estacionamento e banheiros, onde também são cobradas taxas.
Reginaldo Costa Moreira informou que existem 37 câmeras espalhadas em toda instituição e 20 segurança divididos em quatro turnos. Ele disse que já foi solicitada a presença de mais policias militares à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Em relação ao estacionamento e banheiros, ele argumenta que o serviço é oferecido por empresas contratadas para gerir os equipamentos. “São contratos antigos, licitados em gestões passados. A Ceasa não pode quebrar esses contratos”, afirmou.
Inaugurada em 1972, a Ceasa abastece todos os municípios do Estado há mais de quatro décadas. Atualmente, a unidade de abastecimento reúne cerca de 1.700 produtores cadastrados, 300 empresas instaladas e mais de mil permissionários. A Ceasa registra uma média de circulação de 15 mil pessoas por dia e gera mais de 10 mil postos de trabalho. A estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão seja comercializado em 2014.
Também participaram da audiência o diretor-administrativo da Ceasa/CE, Oscar Saldanha do Nascimento, e o diretor da Associação dos Usuários da Ceasa, Antônio Vargas.
GS/JU
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