Camilo pontua ações para alavancar Minha Casa, Minha Vida no CE
Por ALECE20/06/2012 14:21 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Camilo Santana (PT) disse que o Governo do Estado está disposto a fazer um aporte suplementar para viabilizar a construção de mais moradias dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Em seu pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (20/06), o ex-secretário de Cidades explicou que o Governo Federal financia residências até R$ 25 mil, mas, como o valor é insuficiente, considerando os custos do terreno, da infraestrutura da área e do material de construção propriamente dito, o Estado destinará mais recursos aos contratos das construtoras com a Caixa Econômica, agente financiador.
Com a cota maior, Camilo Santana acredita que haverá mais interesse e facilidade para construir novas casas não só na Capital, mas em outros municípios cearenses, inclusive na área rural. “Essa é uma grande política. É o maior programa habitacional que esse País já teve”, disse.
Ele reconheceu o baixo desempenho do programa no Ceará na fase 1 quando foram contratadas só 13 mil unidades. Daí, segundo o petista, a necessidade de o Governo do Estado entrar com recursos suplementares. “Detectamos os gargalos, agora precisamos fazer um esforço coletivo para que as cotas destinadas ao Estado sejam utilizadas efetivamente”, afirmou.
Na fase 2, estão programadas 39 mil unidades para o Ceará e até 2015 a meta é construir 85 mil moradias no Estado, com bilhões de reais aquecendo a economia cearense, de acordo com o deputado. Ele destacou ainda a criação do Instituto de Desenvolvimento Institucional das Cidades do Ceará (Ideci) que vai apoiar, em especial, os municípios de menor porte no planejamento habitacional e na execução de políticas nessa área.
Em aparte, o deputado Professor Pinheiro (PT) disse que o mercado por si só não é suficiente para construir um país e, por isso, é importante a intervenção dos governos. Na avaliação do petista, a construção civil é um setor estratégico para alavancar a economia e absorver a mão de obra menos capacitada. Já Fernando Hugo (PSDB) lembrou que o poder público precisa ser mais eficiente para alavancar o programa, reduzindo a burocracia. “Até agora não temos essa numerologia toda, não temos as casas concretas”, criticou.
MM/LF
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