Carlos Matos cobra comprometimento de prefeitos no combate ao Aedes aegypti
Por ALECE03/08/2016 18:58 | Atualizado há 9 meses
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O presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Aedes Aegypti, deputado Carlos Matos (PSDB), alertou que o trabalho feito pelo Estado no combate ao mosquito “não está chegando a muitos municípios do Ceará". O parlamentar indicou que é preciso comprometimento de prefeitos e secretários municipais de saúde. A afirmação foi feita em mais uma audiência pública da Frente, da Assembleia Legislativa, realizada na manhã desta quarta-feira (03/08), no Centro de Educação a Distância do Ceará, no município de Sobral.
A audiência teve como objetivo reunir municípios da região Norte do Estado para buscar soluções para o problema. “Se isso não for feito, vamos ter uma situação gravíssima nos municípios. Foi noticiado que dos 119 bairros de Fortaleza, 115 foram notificados com chikungunya. É um problema grave e muitas pessoas não estão ainda atentando para isso. A população não está sabendo tudo que pode acontecer”, salientou Carlos Matos.
Ainda segundo o deputado, a Frente atua em quatro eixos de trabalho: mobilização da sociedade; desenvolvimento de estratégias de comunicação; avaliação de políticas públicas e criação de um sistema integrado de combate ao Aedes aegypti.
O vice-prefeito de Sobral, Carlos Hilton, afirmou que a cidade resistiu por anos à penetração do mosquito Aedes aegypti, por conta de um movimento de mobilização social realizado após a morte de oito sobralenses por dengue, em 2007. “Foi uma tragédia para nossa população. Envolvemos todas as camadas da sociedade, e em 2008 conseguimos erradicar a presença do mosquito em nosso município”, lembrou.
De acordo com o vice-prefeito, Sobral veio sofrer novo surto de dengue no início deste ano, em especial na zona rural, devido à capacidade de migração do Aedes aegypti. “O mosquito tem voo curto e se aproveita de veículos para migrar para outras cidades, buscando espaços para sua perpetuação”, explicou Carlos Hilton. Para ele, o município deve estar preparado para dar assistência às vítimas de doenças causadas pelo Aedes.
Também participaram da audiência pública a assessora técnica Ricristhi Gonçalves, da Secretaria da Saúde do Estado; o promotor de Justiça Enéas Romero, coordenador auxiliar do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Ministério Público do Ceará; e a secretária de saúde de Mucambo, Letícia Santos, representando o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems).
LF/AP
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