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Comissão de secretarias para discutir dislipidemia é proposta em audiência

Por ALECE
21/11/2016 15:18 | Atualizado há 9 meses

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Debate sobre Dislipidemia - Foto: Junior Pio

A formação de uma comissão intersetorial composta pelas secretarias municipais da saúde e pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) para discutir o tratamento de pacientes acometidos pela dislipidemia foi proposta em audiência realizada na manhã desta segunda-feira (21/11), que discutiu o tema.

Segundo a deputada Fernanda Pessoa (PR), requerente da audiência, o objetivo da comissão seria avaliar quais pacientes poderiam utilizar o novo medicamento para controle de colesterol - denominado novo alirocumabe - que foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mês de agosto.

“Esse medicamento tem um custo elevado e seria bom que ele fosse disponibilizado nas redes públicas de saúde para a população que não tem condições de comprá-lo”, defendeu a parlamentar.

Ainda segundo Fernanda Pessoa, tem sido muito comum no País a judicialização do processo de obtenção de determinados medicamentos, o que prejudica o acesso à saúde de milhões de brasileiros. “É importante que as redes públicas do País possam disponibilizar o máximo possível de medicamentos fundamentais para a vida dos cidadãos, sempre prezando pela prevenção de doenças e promoção da qualidade de vida de todos”, salientou.

O representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia, André Faludi, informou que um terço das mortes registradas no Brasil são causadas por problemas cardiovasculares, o que acarreta um elevado custo anual de tratamento e prevenção de doenças para a rede pública de saúde.

“As doenças cardiovasculares são preveníveis, mas o tratamento muitas vezes é prejudicado, porque ainda há, infelizmente, no País, uma falta de registros válidos, uma falta de estratégias de triagem para detectar casos-índice, e ainda há a barreira em relação ao custo/acesso aos testes genéticos”, comentou André Faludi.

O médico ainda defendeu a formação de mais centros de referência e a capacitação de profissionais em todo o País para tratar de doenças cardiovasculares.

O representante da Secretaria da Saúde de Fortaleza, David Nogueira, destacou as ações da Prefeitura em relação ao tratamento de pacientes com dislipidemia.

“Estamos, desde o começo da gestão municipal, desenvolvendo diretrizes clínicas adaptadas para a Capital, baseadas em diretrizes nacionais e internacionais, que têm priorizado o tratamento de patologias com um índice maior de acometimento na nossa comunidade, como, por exemplo, a hipertensão e a diabetes, que estão diretamente relacionadas à dislipidemia”, ressaltou David Nogueira.

Ainda de acordo com ele, já começaram a ser desenvolvidas também diretrizes adaptas de combate e prevenção à obesidade e ao acidente vascular cerebral (AVC).

Também participaram da audiência representantes do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará, Ana Virgínia; do Hospital Albert Sabin, Sônia Guerreiro; do Hospital do Coração, Daniele Oliveira; da Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE), Nelcilene Santos, entre outras autoridades.

RG/GS

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