Deputados comentam novo prognóstico da Funceme para quadra chuvosa
Por ALECE21/02/2017 20:14 | Atualizado há 11 meses
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O prognóstico de chuvas para os meses de março, abril e maio, em todo o Ceará, apresentado nesta terça-feira (21/02) pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), deixou alguns deputados otimistas e outros mais cautelosos. A previsão aponta um aumento na probabilidade de chuvas na média histórica. O primeiro estudo indicava 40% de possibilidade de precipitações na média; no segundo, essa porcentagem subiu para 43%.
Segundo o deputado Evandro Leitão (PDT), líder do Governo na AL, a expectativa é de que as previsões possam se consolidar e de que 2017 seja um ano de muita chuva para todo o Estado. “Continuo otimista, independentemente de prognóstico. O Governo do Estado vai continuar perfurando poços e construindo adutoras, para que se possa fazer a prevenção da crise hídrica, independentemente de quadra invernosa”, informou.
Entretanto, ainda de acordo com a Funceme, a região do Vale do Jaguaribe, onde se concentram os principais reservatórios do Estado, deve receber volumes de água abaixo da média histórica. A previsão preocupa alguns parlamentares, como o deputado Carlos Matos (PSDB).
“Isso tira a nossa expectativa de chuvas para o abastecimento do Açude Castanhão, que é o principal reservatório que fornece água para Fortaleza e também abastece o Pecém. Por isso, insistimos na paralisação da termelétrica. Não é aceitável que se gaste tanto com água em uma crise hídrica como essa”, defendeu.
Já para o deputado Heitor Férrer (PSB), o Governo do Estado e demais lideranças, juntamente com a sociedade cearense, devem exigir o mais rapidamente possível a transposição do rio São Francisco.
“Não podemos viver a cada cinco anos com ciclos de seca, esperando que as chuvas caiam ou não, correndo o risco de um colapso hídrico no Estado. A média histórica não vai fazer a recarga dos nossos açudes, que precisariam de um inverno muito acima da média, o que não vai acontecer. Portanto, a garantia hídrica se sustenta com a transposição do São Francisco. Eu acho que esse recado está sendo dado pela própria natureza”, avaliou.
BD/CG
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