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Estudantes participam de seminário sobre Memória, Verdade e Justiça

Por Ariadne Sousa
20/04/2023 20:21 | Atualizado há 10 meses

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Estudantes participam de seminário sobre Memória, Verdade e Justiça - Foto: Máximo Moura

A Assembleia Legislativa sediou na tarde desta quinta-feira (20/04), seminário para discutir o regime de exceção e as violações aos Direitos Humanos no período da ditadura militar no Brasil. 

O evento promovido pela Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc) com apoio da Comissão de direitos Humanos e Cidadania da Alece, voltado ao ambiente escolar, contou com a presença de cerca de 300 alunos, de 34 instituições de ensino de Fortaleza, sendo 32 estaduais, uma municipal e uma privada. Com a temática “Memória, Verdade e Justiça: para que jamais se esqueça, para que nunca mais aconteça”, o encontro é fruto de parceria da Seduc com o Comitê da Memória, Justiça e Verdade do Ceará, sociedade civil e instituições governamentais.

​Na abertura do Seminário, a secretária dos Direitos Humanos do Estado do Ceará, Socorro França, destacou os papéis da igualdade, liberdade e dignidade humana na luta pelos direitos humanos. “Estamos aqui para que a gente não esqueça o que aconteceu em 1964, que não esqueçamos daqueles dias sombrios, onde vidas foram ceifadas e tolhidas pela tortura”, afirmou.

​O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHC) da Alece, deputado Renato Roseno (Psol), ressaltou a importância da luta da comunidade escolar em defesa pela democracia em diferentes momentos da história. “Escola é um lugar para o exercício da diversidade, do respeito e da cultura de paz. A violência de ontem, quando não tratada, se torna a violência de hoje”, afirmou o parlamentar.

​Já o deputado Missias Dias (PT) lembrou que é necessário manter viva a memória daqueles que perderam a vida em busca de liberdade e de um país igualitário, para que nunca sejam esquecidos. “Nós temos que estar unidos, e as escolas têm um papel importantíssimo, pois é nas escolas que nós vamos formar os sujeitos do presente e também do futuro”, afirmou.

​O secretário-executivo de Equidade, Direitos Humanos, Educação Complementar e Protagonismo Estudantil da Seduc, Hélder Nogueira, explicou que o objetivo é disseminar o conhecimento a respeito da história do período ditatorial no país em todas as escolas do Ceará. “A Seduc defende uma comunidade de aprendizagem com aprendizados significativos e boa convivência democrática, porque isso, em síntese, é a escola como lugar de paz”, completou.

​A mesa institucional contou ainda com a presença do membro do Comitê da Memória, Justiça e Verdade do Ceará, Chico Malta, e do secretário-executivo de Direitos Humanos, Jovanil Oliveira.

 Edição: Clara Guimarães

 

 

 

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