Notícias

Fernado Hugo pede aplicação de lei de segurança em agências

Por ALECE
18/04/2012 16:55 | Atualizado há 9 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Fernando Hugo (PSDB) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Fernando Hugo (PSDB) fez, nesta quarta-feira (18/04), pronunciamento para avaliar o quadro de segurança pública do Estado. Segundo ele, há 10 meses a Assembleia Legislativa aprovou e o Executivo sancionou uma lei que determina aos bancos proibirem o uso de celulares no interior das agências e a colocação de biombos nos guichês, de forma a preservar as senhas e os montantes retirados na boca do caixa. Conforme observou, esta legislação não vem sendo aplicada porque não há fiscalização dos órgãos responsáveis.

O parlamentar frisou que manchetes de jornais de hoje estampam a ocorrência de sete “saidinhas”, golpe em que o cliente do banco é abordado por assaltantes após deixar a agência. Tais fatos, na avaliação de Fernando Hugo, poderiam ser evitados ou reduzidos, se a legislação aprovada e sancionada estivesse sendo colocada em prática. “No entanto, estamos assistindo o descaso dos bancos bilionários e a falta de fiscalização”, salientou.

O tucano lembrou ainda que há uma lei aprovada e sancionada em 1996, projeto de autoria do ex-deputado Oman Carneiro, prevendo a instalação de portas de segurança em todas as agências.  Caso as instituições não cumprissem o dispositivo legal, a punição iria de multa, no primeiro momento, até o fechamento do estabelecimento. “Até hoje isso não é cumprido, pondo os clientes em risco. Muitas vezes eles perdem para os marginais o sustento de um mês”, salientou o deputado.  

Fernando Hugo disse que a população anda assustada com a possibilidade de sofrer um assalto, praticado por bandidos armados. “A população vai às agências e não sabe se consegue voltar para casa sem ser assaltado e com saúde. O assunto tem de ser reiterado aqui na Assembleia até alcançarmos algo positiva. Volto a insistir no tema, porque a comunidade está estarrecida.”

Em aparte, o deputado Moésio Loiola (PSDB) acrescentou que a grande questão é o Ministério Público fazer a lei ser cumprida. “Já inventaram outra coisa. É a chegadinha. Antes de chegar ao banco o cidadão já é assaltado”, assinalou.  O deputado Heitor Férrer (PDT) acrescentou a esta “gravíssima situação”, os assaltos diários a postos de gasolina. “O proprietários não aguentam mais. O arrecadado do dia é permanentemente roubado”, observou.
JS/AT

Veja também