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Ideologia de gêneros no Plano Estadual de Educação é debatida na AL

Por ALECE
04/04/2016 21:21 | Atualizado há 9 meses

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Audiência pública debate Plano Estadual de Educação - Foto: Marcos Moura

O Plano Estadual de Educação foi debatido na tarde desta segunda-feira (04/04), em audiência pública da Comissão de Educação, atendendo a solicitação da deputada Dra. Silvana (PMDB). O foco da discussão foi em torno da ideologia de gêneros estar ou não presente no plano.

Iniciando a audiência, Dra. Silvana (PMDB) ressaltou a importância do respeito às opiniões que seriam ouvidas no momento, para que o diálogo se desse da melhor forma. Seguindo o mesmo raciocínio, o deputado Carlos Matos (PSDB) afirmou que era preciso buscar um consenso, principalmente pelo fato de que foram apresentadas 85 emendas, que precisam ser avaliadas com bastante cuidado.

Para o relator do plano, deputado Elmano Freitas (PT), a preocupação maior deve ser com a qualidade do ensino e a consciência crítica dos alunos. Ele também pontuou que o estado democrático precisa se relacionar com o povo brasileiro como ele é, abrangendo suas particularidades.

"Como relator, sei que, se nos apegarmos ao termo gênero, não avançaremos nas discussões. A principal função do plano deve ser a de garantir que alunos não sofram preconceito por nenhum motivo e que as escolas tenham políticas públicas para norteá-las diante de casos que envolvam o tema", salientou o petista.

O deputado Audic Mota (PMDB) alertou para o cuidado com o material didático que será proposto pelo plano, para que este não seja utilizado de maneira equivocada. "Não estamos discutindo a homofobia, pois já sabemos que é crime. O cerne da questão aqui é a responsabilidade quanto ao material e o que estará contido nele em relação a sexualidade", opinou o parlamentar.

Já o deputado Walter Cavalcante (PP) frisou que o Plano Estadual de Educação deve atender a população no que diz respeito a suas transformações, sem deixar de respeitar a Constituição. "Temos que analisar e votar de acordo com as nossas convicções. Estamos tratando da formação de cidadãos", ponderou.

A psicóloga Marisa Lobo se posicionou contra a temática de "ideologia de gêneros" estar presente no plano. "Crianças na primeira infância não têm discernimento para compreender a ideologia de gêneros. Isso só provoca uma crise de identidade, fazendo com que aquelas que não concordem ou não convivam com o que está posto no material se sintam diferentes", argumentou.

Representando a Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc), o professor Homero Henrique lembrou que a escola é o primeiro lugar onde um ser humano sofre discriminação e que este é um dos principais motivos de abandono da sala de aula. "Em nenhum momento se desconstrói a família ou a heterossexualidade no texto do plano. O que está posto é a convivência e o respeito pelo diferente, seja da ótica do professor ou do aluno", explicou Homero Henrique.

LA/AP

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