Internautas apoiam permissão de fabricação e uso da 'pílula do câncer'
Por ALECE18/04/2016 15:41 | Atualizado há 11 meses
Compartilhe esta notícia:
A enquete do portal da Assembleia Legislativa, veiculada de 11 a 18 de abril, questionou os internautas se a fabricação e o uso da “pílula do câncer” (fosfoetanolamina sintética) sem o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria ser permitida. A maioria dos internautas (57,5%) se posicionou favorável à utilização da pílula, por entender que é mais um recurso que o portador de câncer poderá usar, cabendo a ele a responsabilidade sobre os efeitos colaterais.
Já para 38,4% dos internautas, a droga ainda deveria passar por mais testes em humanos antes de ser utilizada, por não ter sua eficácia comprovada; enquanto 4,1% responderam que não tem opinião sobre o assunto.
O deputado Heitor Férrer (PSB) se posicionou contrário à opinião da maioria dos internautas, por entender "que não se pode jogar no mercado, para o uso dos consumidores, um medicamento que ainda não seja comprovadamente eficaz".
Ainda segundo o parlamentar, "se a substância não passou em todos os testes a que foi submetida, a Anvisa não pode permitir ou estimular o seu uso".
Para o deputado Lucílvio Girão (PP), o medicamento pode sim ser uma alternativa a ser utilizada pelos pacientes de câncer, quando outros medicamentos de tratamento não surtirem o efeito desejado.
"Enxergo este medicamento como uma alternativa totalmente válida e não vejo problema que seja utilizado, mesmo que tenha apenas um efeito placebo, promovendo um estímulo psicológico nos pacientes”, salientou o parlamentar.
Já na avaliação do deputado Bruno Gonçalves (PEN), "é bastante arriscado que o medicamento seja utilizado sem a comprovação efetiva dos seus benefícios, sendo prudente aguardar a realização de mais testes científicos que garantam ou não a sua eficácia".
A presidenta Dilma Rousseff sancionou no último dia (14) a lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com câncer e definiu a permissão como de relevância pública. O texto da lei, publicado no Diário Oficial da União, ressalta, entretanto, que a opção pelo uso voluntário da fosfoetanolamina sintética não exclui o direito de acesso a outras modalidades de tratamento contra o câncer.
Pela lei , a ingestão da substância, conhecida popularmente como “pílula do câncer”, poderá ser feita por livre escolha do paciente, que precisa ter um laudo médico que comprove o diagnóstico e assinar um termo de consentimento e responsabilidade.
RG/CG
Veja também