Internautas apontam saneamento como grande desafio para ambiente saudável
Por ALECE10/06/2013 14:48 | Atualizado há 9 meses
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A enquete do portal da Assembleia Legislativa, publicada entre os dias 3 e 10 de junho, perguntou aos internautas qual o maior desafio para um ambiente saudável e sustentável. Para 62,5% dos participantes, os problemas mais graves das cidades estão na cobertura de saneamento nas áreas urbanas, reciclagem do lixo e controle do uso de agrotóxicos. Outros 23,4% apontam ações de educação ambiental e campanhas voltadas ao respeito ao meio ambiente como possíveis soluções para o problema. Já 14,1% acreditam em políticas que preservem a natureza, mas não impeçam o desenvolvimento.
O deputado Antônio Granja (PSB), vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido, disse que a educação ambiental pode tornar-se um instrumento para viabilizar o desenvolvimento sustentável nos dias atuais. “Para termos um ambiente saudável, é fundamental a conscientização e a participação da população”, acrescentou.
Para o deputado Lula Morais (PCdoB), o maior desafio é conseguir dar um destino final ao lixo e tratar os esgotos. Segundo ele, os resíduos são despejados nos mananciais, de onde se retira a água para abastecimento e consumo da população e outros usos. “A preservação das matas, da caatinga e o reflorestamento também são questões importantes para a preservação do meio ambiente”, observou.
Para a professora em Direito Ambiental da Unifor Geovana Cartaxo, o maior desafio para a sustentabilidade está na conciliação da proteção do meio ambiente para as futuras gerações e o desenvolvimento da economia. A chamada economia ecológica já inclui os processos de extração e disposição no sistema econômico e não fragmenta a economia como um sistema autônomo de produção e consumo somente. “Para consolidar essa visão da economia ecológica, que trabalha com a conservação sustentável dos ecossistemas, respeita o tempo de recuperação ambiental e resguarda os direitos das futuras gerações, é preciso educação ambiental”, ponderou.
LS/AT
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