Internautas concordam com revogação do Estatuto do Desarmamento
Por ALECE15/12/2014 15:14 | Atualizado há 10 meses
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Enquete do Portal da Assembleia Legislativa perguntou aos internautas, na semana de 8 e 15 de dezembro, se concordavam com o projeto de lei que revoga o Estatuto do Desarmamento. A maioria dos participantes (60,5%) respondeu “sim, pois a medida não foi capaz de reduzir a criminalidade no Brasil”. Para outros 37%, no entanto, o estatuto atual cumpre um papel essencial na prevenção à violência e no combate ao tráfico de armas. Já 2,5% dos internautas não têm uma opinião sobre o assunto.
Assim como a maioria dos internautas, o deputado Heitor Férrer (PDT) concorda com a revogação do Estatuto. “Da forma que está, só damos a certeza ao bandido de que ele pode cometer crimes livremente”, disse. O pedetista entende que o estatuto atual só tira a arma da mão do cidadão comum, mas a deixa em posse do bandido, como sempre aconteceu. “É preciso rever essa lei, pois, se é para desarmar o cidadão de bem, tem que desarmar todo mundo de uma vez”, acrescentou.
Já o deputado Sérgio Aguiar (Pros) ponderou que, de fato, não houve redução da criminalidade. “Mas o Estatuto inibiu um crescimento maior da violência no País, que poderia ter avançado ainda mais”, observou. Nesse ponto, Sérgio Aguiar chamou atenção para a questão das drogas, cujo consumo e tráfico, “estão diretamente ligados à maioria dos crimes”.
A professora Celina Lima, coordenadora do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), discorda da opinião da maioria. De acordo com professora, a população não está preparada para andar armada. “A arma provoca uma sensação de segurança que não é verdadeira, e as pessoas não estão preparadas para lidar com isso”, pontuou.
Para Celina Lima, em vez de revogar a Lei do Desarmamento, “é preciso começar a pensar em políticas públicas de segurança, de forma coordenada, para que a população se sinta realmente segura”.
Em discussão na Câmara Federal, o projeto de lei que revoga o Estatuto do Desarmamento busca acabar com as restrições do Estatuto atual ao porte particular de armas de fogo por civis e cria normas para a comercialização de armas e munições.
PE/AT
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